top of page

O AUDIOVISUAL NA MOTIVAÇÃO TURÍSTICA BRASILEIRA

Atualizado: há 6 dias


Emerson Ferreira de França (autor)

Mirian Teresinha Pinheiro, Dra. (Orientadora)

UNIVALI - UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ (Instituição)


RESUMO

Os avanços tecnológicos conquistados pós revolução industrial foram responsáveis pela motivação de viagens a turismo e do lazer na sociedade moderna, tendo como um dos frutos, na atualidade, a busca pelo entretenimento audiovisual nas horas vagas. O audiovisual tem grande influência na formação de opinião e de imaginários, por isso, utilizado também como motivação turística. Observa-se que quando há um planejamento para a pós a execução de uma produção audiovisual, a divulgação de sua imagem é utilizada para o seu desenvolvimento, quando não, a atração de um contingente de pessoas pode comprometer a sua sustentabilidade. A partir deste contexto surge o questionamento alvo deste estudo que é: Quais os impactos do audiovisual no desenvolvimento do turismo no Brasil? Para responde-lo o objetivo geral é: Compreender os impactos do audiovisual no turismo do Brasil. Para atingi-lo é seguida a metodologia da pesquisa bibliográfica. Obteve-se o resultado de que a relação entre turismo e audiovisual é dicotômica, podendo ter como resultado a valorização de um destino  ou a sua  insustentabilidade ambiental.


Palavras-Chave: Turismo; Audiovisual; Industria Cultural  e  Novas Mídias



1 INTRODUÇÃO

A revolução industrial trouxe avanços tecnológicos responsáveis por transformações sociais, sendo um importante marco para a compreensão da confluência entre turismo e audiovisual. Nessa época viagens a turismo começaram a ser mais procuradas em função do advento dos primeiros meios de transportes de massa, como o trem, o qual possibilitou percorrer grandes distancias em um menor período de tempo. Outra característica desse período é a diminuição da jornada de trabalho em decorrência da implementação maquinaria, que segundo Dumazedier (1976) motivou a procura pelo lazer na sociedade moderna, que se perpetua até os dias atuais com a busca por filmes, séries, novelas, redes sociais e etc.

O turismo é uma atividade social que se torna intangível após a análise dos parâmetros econômicos, viajar é forma de conhecer novas culturas e aprender novos saberes, permitindo visitar lugares e obter lazer através de sua prática. O audiovisual, que reúne recursos de vídeo e áudio em uma mesma mídia, por sua vez, tem a capacidade de captar e transmitir experiências, cultura e saberes. Porém, ao espectador possibilita apenas a arte de admirar e não de vivenciar o  que está sendo retratado, sendo nessa limitação a sua convergência com o turismo, quando desperta o desejo de vivenciar.

O turismo se utiliza dos diferentes tipos de comunicação existentes (oral, escrita, verbal e não verbal) para instigar a sua motivação. A partir do advento do audiovisual, constatou-se sua ótima utilização para a promoção turística, por ser um meio de comunicação de massa e um importante formador de opinião, possuindo a capacidade de formar e direcionar fluxos políticos e socio-espaciais, promovendo ou denegrindo a imagem de uma mercadoria, serviço ou organização.

Ao analisar o desenvolvimento turístico de um destino e o seu plano de marketing, deve-se ter o turismo como um produto e sua promoção por meio do audiovisual sustentavelmente planejada e ordenada, pois desempenhará a função de construir o imaginário dos possíveis visitantes, sendo de suma importância a tangibilidade à realidade. Segundo De Sá (2002), é essencial que a expectativa despertada no viajante seja condizente com o que ele pode de fato vivenciar, pois se não, a mesma pode ser motivo de frustação.

Com o intuito de análise e melhor atendimento as necessidades do viajante que tem o propósito de vivenciar a experiência despertada pelo audiovisual, surgiu uma nova segmentação da atividade o “Turismo Cinematográfico”, internacionalmente conhecido como “movie-intuced tourism” (turismo induzido por filme). 

Atualmente, mesmo com a internet um dos produtos audiovisuais nacionais  com maior relevância social e com grande importância para o desenvolvimento de cenários turísticos ainda são as telenovelas, as quais representam traços da cultura brasileira e as imagens de dados locais para a sua própria nação e ao estrangeiro, sendo que muitas são exportadas para outros países. Porém, verifica que nem todos os destinos são favorecidos, levando em conta que é um setor concentrado nos grandes centros urbanos (Rio de Janeiro  - São Paulo).

Deve-se atentar que qualquer divulgação dos aspectos positivos de um local, tende a atrair mais pessoas e muitas vezes não se é levado em consideração a sustentabilidade em vários estudos que mostram em números os benefícios do audiovisual para um destino ou região, por isso, alerta-se sobre o cuidado e a preparação que deve haver antes da realização de produções audiovisuais, ainda mais quando se envolve ambientes naturais e com aspectos socioculturais impares.  

  A partir deste contexto, surge o questionamento alvo deste estudo que é: Quais os impactos do audiovisual na motivação turística no Brasil? Para responde-lo o objetivo geral será: Compreender o audiovisual no turismo do Brasil e os específicos: contextualizar o audiovisual no turismo; identificar exemplos de construção de imagens  turísticas brasileiras e apontar exemplos da digitalização do audiovisual e sua relação com a sustentabilidade no turismo brasileiro.  Para atingi-lo será seguida a metodologia da pesquisa bibliográfica.


[...] registro disponível, decorrente de pesquisas anteriores, em documentos impressos, como livros, artigos, teses etc. Utilizam-se dados de categorias teóricas já trabalhadas por outros pesquisadores e devidamente registrados. Os textos tornam-se fontes dos temas a serem pesquisados. O pesquisador trabalha a partir de contribuições dos autores dos estudos analíticos constantes dos textos (SEVERINO, 2007, p. 122).


Este artigo se organiza primeiramente com uma contextualização geral do audiovisual no turismo; posteriormente explana-se sobre a sua importância para a construção de imagens turísticas; em seguida se adentra ao âmbito nacional, no qual se busca trazer exemplos que comprovem a influência do audiovisual para o turismo brasileiro; por último, traz-se uma breve contextualização da digitalização do audiovisual e seus reflexos para a sustentabilidade de destinos turísticos.

 

2 O AUDIOVISUAL NO TURISMO

O turismo é uma atividade que se desenvolve constantemente e com grande facilidade destinos vem se promovendo por conta das revoluções tecnológicas. Evidenciam-se há algum tempo a presença de aglomeração de turistas em um destino, principalmente nas grandes cidades e locais que são o foco de produções audiovisuais, sejam elas televisivas ou cinematográficas. Percebe-se que tantas pessoas não poderiam ter involuntariamente o mesmo desejo de conhecer dado local, tendo em muitos casos a sua motivação pautada ao audiovisual, que é assistido nos momentos de lazer e entretenimento.

Segundo Dumazedier (1976), é um homem incompleto, atrasado e de certo modo alienado aquele que não sabe aproveitar seu tempo livre. Para Trigo (2003) o entretenimento é o responsável por ocupar grande parte do período ocioso, sendo que ao longo de sua evolução sempre esteve presente na sociedade, com atividades como as brincadeiras, jogos, festas, teatros, shows e etc,  tendo grande presença atualmente no cinema, rádio, televisão, videogames, no audiovisual em si.

Para Coutinho (2006), o audiovisual é um artefato da cultura que afeta a visão e audição e tem importância social porquê os humanos necessitam de histórias para se constituir como pessoas, sendo o cinema e a televisão elementos que respaldam essa carência. Porém, como produtos do capitalismo, o entretenimento também tem seu custo, como se observa em TONET; MELO (2014, p. 2):

As informações recebidas pelas mais diferentes mídias, principalmente pela televisão, exercem forte influência nos hábitos e costumes da população com grande poder de manipulação, ditando regras de conduta e de consumo, constituindo-se num importante veículo de transmissão de informação e de formação de opinião, pois sabe-se que o seu grande papel não é apenas noticiar um novo produto, mas fazê-lo uma nova necessidade.

Em uma pesquisa do Statista (2015), 75 % dos brasileiros acreditam que a televisão e os filmes têm grande influência no modo como as pessoas pensam e agem. Para La Torre (2014), tanto o audiovisual como o turismo pertencente ao conjunto da indústria cultural,  que é composta por 3 dimensões sendo elas: culturalidade forte, híbrida e funcional, sendo definido no quadro abaixo:


Quadro 1: dimensões da indústria cultural

Culturalidade Forte

Culturalidade Híbrida

Culturalidade Funcional

Os setores fortemente culturais abrangem produtos tradicionalmente reconhecidos, caracterizados por um elemento criativo original, bem como por sua unicidade e a ausência de funções essenciais (como performances artísticas, artes visuais, patrimônio cultural, livros e imprensa, música, rádio, cinema, televisão, DVD, vídeo, videogames e novas mídias). 

 

Os setores híbridos-culturais incluem dois tipos peculiares de produtos e setores: aqueles que geralmente são caracterizados por possuir  funções essenciais, podendo  envolver características criativas, sendo aquelas de  quase impossível reprodução (ou seja, arquitetura, design, moda e publicidade). Este setor também pode englobar produtos ligados à cultura, visando a  realização de funções recreativas e de entretenimento (ou seja, esporte, recreação e turismo). 

 

Os setores funcionalmente culturais é composto particularmente de produtos úteis para a produção e distribuição de produtos culturais. Nesta perspectiva, são produtos trans-setoriais (definido como patrimônio cultural intangível, história e preservação, educação e treinamento, equipamentos de suporte.  

 

Fonte: La Torre, 2014

 

A partir da análise do quadro (1),  que expressa as concepção de La Torre (2014) sobre a indústria cultural, percebe-se que o  audiovisual e o turismo se encontram em categorias distintas dentro da mesma, enquanto o primeiro pertence a culturalidade forte, no qual é presente uma grande criatividade e a ausência de funções essenciais, podendo ser abordado de múltiplas maneiras perante a sociedade; o segundo está englobado a culturalidade híbrida, que possui uma função essencial dentro da cultura, como a arquitetura, publicidade e também as funções recreativas, a  qual não se compõe como uma cultura em si, mas está completamente ligado a ela.

Mas para o Ministério do Turismo (2007), ainda que haja elementos específicos distintos dos segmentos do turismo e do audiovisual, o importante é que ambos podem trazer a valorização do patrimônio intangível, exportando valores culturais e históricos de um local ao mundo todo, através das telas de cinema, televisão, computadores e novas mídias.

Clássicos do cinema mundial possibilitaram que locações de filmagens fossem reconhecidas mundialmente, suscitando o desejo de expectadores a viverem as emoções e se deslocarem para os cenários retratados nas produções cinematográficas. Os impactos no turismo podem ser percebidos em filmes como “Coração Valente”, que possibilitou um incremento de 300% na visitação às terras altas da Escócia. Já em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, duas décadas depois, o clássico de Steven Spielberg ainda é a motivação de 20% dos visitantes ao Devils Tower, Wyoming – EUA. E em menos de um mês, o filme “Um Lugar Chamado Notting Hill” trouxe 10% a mais de pessoas a Kenwood House. (MINISTÉRIO DO TURISMO, 2010, p. 22).

Para Beric (et al, 2013), quando se há uma abordagem conjunta do turismo e do audiovisual há uma possibilidade de sinergia entre os dois setores. No âmbito nacional é trabalhado a segmentação "Turismo cinematográfico", pertencente ao "Turismo Cultural", mas internacionalmente há outras taxonomias reconhecidas, que estudam e aplicam o conhecimento para o desenvolvimento da área.

Turismo induzido por filmes tem sido definido por vários termos - "film-induced tourism”, "mediainduced tourism”, "movie-induced tourism”, "cinematographic tourism”, "screen tourism” ou mesmo "media pilgrim” visto como uma peregrinação mediática (BERIC et al, apud HORRIGAN, p. 19, 2009)

De acordo com Beeton (2005), o “movie intuced tourism” pode ser expandido para além dos filmes, contemplando também a televisão, vídeos e DVD. Beni (2009) em seus estudos trabalha com as segmentações de turismo eco-cinematográfico e eco-televisivo, no qual o audiovisual é utilizado como agente promotor da imagem de destinos com potencial ecológicos e histórico-culturais, citando como exemplo a novela Pantanal, Mad- Maria e Amazonas.

Segundo Hoffmann (2005), os impactos de um filme ou série sobre uma localidade é mais evidente quando o mesmo é realizado em uma área menor e menos povoada, como por exemplo a rural. Os impactos do audiovisual no turismo é mais difícil de mensurar em cidades grandes e nos sítios históricos, pois as pessoas podem visita-lo por muitos motivos. Para Siqueira (2009), o turismo constrói ou se apropria de imagens e de seus significados, sendo o audiovisual um ótimo meio para dar configuração as imagens.  

 

3 IMAGENS TURÍSTICAS E O AUDIOVISUAL

O homem sempre foi instigado a explorar novos lugares, porém, muitas vezes por questões políticas, econômicas, tecnológicas e até mesmo culturais não pôde realizar grandes deslocamentos, sendo possível conhecê-los apenas através de relatos. No período que pode ser definido como “história”, pós invenção da escrita, lugares puderam ser visitados, registrados e mapeados. Posteriormente, um contingente maior pôde ter acesso às características pertencentes a lugares distantes de si, graças a evoluções, para a época, no setor de comunicação como a impressão, radio e fotografia.

Kossoy (2001) afirma que a partir da fotografia o homem pôde ter um conhecimento mais amplo de outras realidades, ajudando também na construção  de imagens que antes lhe eram transmitidas apenas através de forma escrita, verbal e pictórica. Segundo Bernadet (2017), a captação de movimento foi importante para construir imagens pautadas na realidade. Imagem pode ser definido como:

(...a soma de crenças, ideias e impressões que uma pessoa possui. As imagens representam a simplificação de um grande número de associações e peças de informações relacionadas com a localidade. Eles são um produto da mente que trata para processar e essencializar enormes quantidades de informações sobre um lugar (KOTLER, HAIDER E REIN, 1994, p. 137).

Para os autores, a imagem é algo subjetivo, ligado ao campo das impressões sensoriais, fruto da imaginação e utilizadas para dar configuração as convicções. De  acordo com Sá (2002), Gunn acrescenta que a imagem de um lugar é formada a partir de dois níveis, um orgânico e um induzido, sendo o primeiro desenvolvido nas relações sociais e o segundo a partir da promoção de dado lugar.

E analisando o que um turista conhece de um destino antes de realizar a sua viagem, fica evidente que grande parte da construção da imagem se deu a  partir de recursos audiovisuais ou fotográficos, presentes em um filme, uma cena de novela, reportagem, revista ou jornal. Tendo atualmente também como recurso as pesquisas na internet, em sites e aplicativos como Facebook, Instagram youtube, entre outros.

Quando um contingente populacional possui uma mesma  impressão de um local em relação as suas expressões socioculturais, a sua imagem se relaciona ao estereótipo, onde a parte é tomada pelo todo. Para Brito e Bona (2014), podem estar presente tanto em situações  positivas como negativas, citando como exemplo a “música popular brasileira”, comumente chamada de MPB e por possuir em sua nomenclatura a palavra “popular” engloba os ritmo do sudeste de todas as regiões do país. Porém,  em âmbito internacional a região sudeste é a que possui grande parte da sua produção musical reconhecida ao gênero, em especial o Rio de Janeiro e São Paulo.

Por meio do estereotipo reproduzimos, relatamos e narramos o mundo como entendemos, isso é, simplificadamente. De uma certa maneira, o estereótipo é um instrumento usado pelos homens para socializar, compreender e dialogar com o mudo de modo mais fácil. Seria impossível, em um determinado discurso, narrar todos os detalhes de um determinado fato ou objeto para o interlocutor (SÁ, 2002, p. 17).

Para a autora o estereótipo possui a  função social de facilitar o diálogo, sendo essencial para o processo de síntese. Kotler, Haiden e Rein (1994), discriminam imagem de estereótipo no ponto em que o primeiro  demonstra uma imagem simplificada e distorcida, podendo ser favorável ou desfavorável conforme o destino. Já a imagem é mais pessoal, podendo variar de pessoa para pessoa. Gandara (2008), acrescenta que  imagem é uma construção mental que muda com o tempo e com uma grande velocidade.

O audiovisual consegue captar com grande propriedade a imagem que deseja transmitir, podendo através disso levar um indivíduo a conhecer dado local. A palavra conhecer, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa (2017), está relacionada a inserção de um conhecimento, real ou imaginário, na memória de um indivíduo, o qual passa a ter consciência da existência de algo ou alguém. Por isso é comum uma pessoa dizer que conhece as principais imagens turísticas de destinos como Nova York, Paris, Londres, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, entre outras, sem ao menos ter o visitado.

Porém Siqueira (2009), diz que apenas a imagem não consegue dizer tudo sobre o objeto, sendo que a sua representação é trabalha por um ângulo específico, sobre a influência de preferências. No âmbito nacional, o Brasil tem sua imagem em construção desde os primeiros relatos portugueses enaltecendo a flora, fauna e os nativos, a qual na Europa fez com que outros povos como os franceses e holandeses viessem visitar as novas terras. O deslocamento primordialmente capitalista evidencia a construção da imagem de local com grandes riquezas.

 

4 O AUDIOVISUAL E O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO NO BRASIL

No Brasil, muitos povos e culturas se implementaram em todo território, modificando, caracterizando e descaracterizando imaginários, os quais contribuíram para uma diversidade sociocultural autóctone, que se diferencia de norte a sul. Mas se observa aspectos comum aos diversos estados do país, sendo um deles o gosto por se entreter frente as televisões.

E o audiovisual tem grande relevância nacional, levando que 97,2% da população possui pelo menos 1 televisão em casa (IBGE, 2015), 184.324.379 foram aos cinemas em 2016 (ANCINE, 2016), 31 milhões de domicílios possuem acesso a internet fixa (IBGE,2015), estima-se que 6 milhões de usuários possuem Netflix ( ANCINE, 2016). 

Em plano macro e com acentuado estereotipo a motivação turística, doméstica e internacional, pode ser despertada através do audiovisual por filmes, vídeos nas redes sociais e programas de televisão como as novelas, que são veiculadas em todo território e no exterior, sendo alguns títulos como "Caminhos das Indías" (2009) e "Avenida Brasil" (2012) reproduzidos consecutivamente em mais de 90 e 130 países.

Segundo Mendes (2012), a telenovela é analisada como um gênero ficcional que está intimamente ligado às configurações sociais e culturais de nossa sociedade e não meramente como produto de entretenimento. As telenovelas são a vitrine da sociedade de consumo, através dos padrões de vida apresentados pelos personagens, alimentam o imaginário da população, despertando o desejo de conhecer novos lugares (DUTRA; FARIA; MIRANDA, 2015). No quadro abaixo se relaciona algumas das novelas brasileiras ambientadas no exterior:

 

Quadro 2: Novelas brasileiras ambientadas no exterior

Novela

Ano

Local

Emissora

Caminho das Índias

2009

Índia

Rede Globo

Joia Rara

2013

Nepal

Rede Globo

Amor à Vida

2013

Peru

Rede Globo

 

 Salve Jorge

2012

Turquia

Rede Globo

José do Egito

2013

Egito e Israel

Rede Record

Passione

2010

Itália

Rede Globo

O Clone

2002

 

Marrocos

Rede Globo

Páginas da Vida

2007

Amsterdã

Rede Globo

Por Amor

1997

Veneza - Itália

Rede Globo

América 

2005

Estados Unidos

Rede Globo

Fonte: Elaboração dos autores com base nos dados de Doneda (2016)

 

A partir do quadro (2) se interfere no gráfico abaixo: a Índia teve um aumento considerável no número de brasileiros que chegaram ao seu território a partir do ano de 2008, o qual deu início as gravações da novela no país. Ressalta-se que os resultados intangíveis do audiovisual, como o enriquecimento sociocultural, são também de grande valia para o desenvolvimento do turismo 

 

Figura 01: Chegada de Turistas Brasileiros na Índia - 2009 – 2001

Fonte:  Elaboração dos autores com base nos dados Ministry of Tourism - Índia (2011)

 

No ano de 2011 o Brasil também serviu para a ambientação de grandes produções audiovisuais internacioanis, como os Filmes "Rio" de Carlos Saldanha, " A Saga Crepúsculo Amanhecer parte 1" de Bil Conton e "Velozes e Furiosos 5: Operação Rio" de Justin Lin. A partir disso, interferimos que os mesmos possam ter dito algum impacto na expressiva quantidade de turistas que chegaram ao país, que podem ser identificados nos dados abaixo:

 

Figura 02: Desembarques internacionais no país 

Fonte: Ministério do Turismo (2015)

 

Não é de hoje que o Brasil tem exemplos do impacto do audiovisual  na motivação do turismo, mesmo que de forma indireta. Segundo De Sá (2002), nas décadas de 1940 com o objetivo de promover o país no exterior e dar visibilidade as relações entre Brasil e Estados Unidos foi produzido filmes por Walt Disney como: “Alô amigos” (1941) e “Você já foi a Bahia?” (1944). Nesses filmes são apresentados a flora, a fauna, alguns clássicos da música e o carnaval brasileiro por Zé Carioca. Segundo Paixão (2005), as viagens se intensificaram grandemente, sendo nesse período a criação de grandes empresas áreas como a: Panair ( 1930) e a Vasp (1933). Em 1945 já existiam 65 empresas áreas operando no país comportando 289.580 passageiros. 

Outro exemplo onde podemos ver a influência das mídias comunicativas  no  desenvolvimento do turismo no Brasil, é quando se analisa a mudança nos processos de relevância social das praias,  um dos mais reconhecidos atrativos nacionais. Segundo Huguenin (2011), nem sempre as praias foram vistas com o intuito de lazer e na época da colonização muitas eram locais de proteção militar, servindo também como depósito de rejeitos humanos. Posteriormente na Europa, começou-se a perceber água salgada do mar como elemento terapêutico, logo sendo adotado também nacionalmente. 

Os ricos, porém, resistiam em ir à praia. Não havia barracas, nem toalhas, nem esteiras, nem nada. Praia era diversão de pobre que se deixava tostar, virando croquete na areia. Até que um dia Sarah Bernhardt apareceu em Copacabana, caiu n’água e passou horas sentada na areia. Copacabana ficou badaladíssima. Imediatamente os ricos abandonaram seus preconceitos e foram para a praia. Todos procuravam imitar a postura da atriz francesa. Foi aí que os cariocas começaram a criar um estilo de comportamento à beira-mar. Ainda hoje as mulheres do Rio, mesmo sem saberem, fazem a linha Divina Sarah nas areias da Zona Sul (HUGUENIN, apud VIEIRA, 2011, p. 18).

A atriz Sarah Bernhardt ficou conhecida no Brasil por causa de seus trabalhos notórios nos palcos de teatro e em filmes e a partir da sua presença nas praias cariocas revistas e jornais da época enalteceram tal fato, fazendo com que outros padrões começassem a descontruir os estigmas vigentes. No que tange a cultura brasileira, Carmem Miranda foi a exportação, levando a outros países através de músicas e filmes o ritmo e o carnaval brasileiro, De Sá (2002).

A procura estrangeira pelo “favela tour”, também pode ser considerado um reflexo do audiovisual no turismo, que de acordo com Freire-Medeiros (2006), teve ascensão no ano de 1996 quando o artista Michael Jackson lançou o videoclipe de “They Don’t Care About Us”, o qual foi gravado no Pelourinho (BA) e no Moro Dona Marte (RJ), mostrando a realidade social enfrentada pelos mais pobres no país. Ainda segundo a autora, na época da veiculação do material em diversos países, o governo pedia direito de edição, acusando o vídeo de denegrir a imagem do Rio de Janeiro. Mas as ao contrário do que se esperava, um novo público foi instigado a visitar os locais inerentes a segregação brasileira.

 Porém, até os dias atuais, com os recursos audiovisuais disponíveis, não se encontra em quantidade expressiva obras que contemplem aspectos singulares as imagens representes no país, por ser um trade muito comercial e concentrado nos grandes centros urbanos. E quando culturas não são representadas ocorre a sua autodesvalorização, pela compreensão de que a cultura que está sendo constantemente representada nas mídias tem maior relevância. No gráfico abaixo observamos a produção de filmes nacionais por estados selecionados:

 

Figura 03: Lançamentos de filmes de produtoras brasileiras por UF selecionados 2012 – 2016

Fonte: Elaboração dos autores com base nos dados  da Ancine (2017)

 

A partir do gráfico se observa que os estados do Rio de Janeiro e São Paulo são os que possuem a maioria das produções cinematográficas, restando aos outros, como o Rio Grande do Sul, que ocupa o terceiro lugar na produção de audiovisual com índices pífios.  Cabe ao Estado a função de planejar políticas públicas que busque a representação e valorização sociocultural nos meios audiovisuais, como forma de valorização e salvaguarda.

Com esse intuito, em plano micro, destinos nacionais estão cada vez mais se mobilizando para captar produção audiovisuais para sua região, com a criação das chamadas “Film Commission”, que são organizações governamentais ou de economia mista, as quais oferecem todo suporte técnico-operacional para as produções. Segundo a Latin American Training Center (2015), a criação de uma Film Commission tem impactos regionais sobre a salvaguarda de patrimônios materiais e imateriais, podendo também contribuir por meio da conscientização pública para a proteção e valorização de expressões socioculturais.

Segundo a Rede Brasileira de Film Commission (REBRAFIC, 2017), o país possui 8 escritórios de apoio a produções audiovisuais consolidados, dentre os quais se destaca: Bahia, São Paulo, Rio, Balneário Camboriú e Amazonas Film Commision. Todas as quais localizadas em regiões com cenários naturais impares, tendo ampla possibilidade de valorizar a imagem de seus patrimônios naturais, materiais e imateriais através do audiovisual, o que pode trazer também o fortalecimento da atividade turística sustentável.

 A lei da TV paga (Lei nº 12.485/11), também vem como um grande aliado do audiovisual e do turismo, isso porque a mesma valoriza a produção independente e regional definindo a quantidade de conteúdo brasileiro que deve conter na televisão por assinatura.


A DIGITALIZAÇÃO DO AUDIOVISUAL E O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO NO BRASIL: A BUSCA PELA SUSTENTABILIDADE NESSA SINERGIA

Com o avanço da tecnologia presente nas televisões, computadores e telefones móveis, conteúdo audiovisual é encontrado de maneira mais fácil e de forma personalizada as preferências de cada indivíduo. A forma convencional de se assistir televisão, com uma grade de horário e programas fixos tende a perder o posto de principal modo pelo qual se adquire entretenimento pela população, sendo substituídos por serviços diferenciados, como os que são oferecidos em plataformas de Video on Demand (VoD) como a Netflix, HBO GO, Amazon, entre outros.

A principal característica do VoD é oferecer, por meio de redes eletrônicas, conteúdos audiovisuais de modo a permitir ao usuário, no momento por ele escolhido e a partir de sua solicitação, a fruição de um vídeo de sua preferência, com base em um catálogo de opções disponíveis. Os diferenciais desse mercado, portanto, são a maior autonomia e o elevado poder de escolha dados ao usuário, se comparado aos modelos tradicionais de oferta de conteúdo em grades de programação (ANCINE, 2016, p.6).

Em uma análise para o turismo, o Vod terá importância na preservação do conteúdo audiovisual, o qual estará acessível por um maior período de tempo, não se limitando apenas a uma transmissão televisiva ou uma sessão de cinema. Porém, uma produção, por si só, tende a não alcançar o mesmo número de pessoas, justamente por ser um serviço personalizado aos gostos de cada indivíduo, tendo um grande catálogo com muitas opções para assistir. Mas até dado fato pode ser favorável ao turismo, pois a motivação se dirigirá a um público alvo.

 O Vod ainda não está regularizado no país, mas se planeja adotar políticas baseadas na da União Europeía, a qual vem desenvolvendo sua legislação se baseando em cotas para garantir conteúdo audiovisual europeu nas plataformas de Video on Demand (ANCINE, 2016). Mesmo sem uma regulamentação, a Netflix já começou a produzir conteúdo audiovisual no Brasil, sendo o marco a série "3%", a qual foi dublada em inglês e espanhol, sendo legendada em alemão, francês e italiano. Segundo O Globo Online (2017), uma nova produção está por vir a série de nome "Coisa mais Linda", e se passará no período da revolução cultural da bossa nova.

Com um contingente de conteúdo online sobre viagens, futuros turistas atualmente confiam mais na opinião de outros viajantes do que no marketing oficial de destinos turísticos para obter informações sobre destinos ou atrativos. Com isso, cada vez mais tem se identificado nas redes sociais a presença dos influenciadores digitais, que utilizam o recurso audiovisual para transmitir as suas impressões e experiências sobre dado local. Introduzindo muitas pessoas a um novo local (BERIC et al, 2013). Porém, não são apenas os aspectos positivos divulgados, os negativos são os destaques. Cientes da relevância das redes sociais para a reputação de um empreendimento, gestores estão cada vez mais trazendo melhorias na prestação de serviços e infraestrutura, tendo grande reflexo positivo ao desenvolvimento do turismo.

 

Figura 04: Inspiração para realização de viagem nos EUA

Fonte: Statista, 2014 

Como se observa a partir do gráfico acima, o processo de motivação turística de uma destinação ganhou mais força desde a chegada da era digital e não é controlada apenas pelo marketing veiculado pelo próprio destino. Nos dias atuais usuários estão expostos a uma ampla variedade de vídeos, fotos e textos de outros usuários, que publicam suas impressões por meio de fotos e vídeos, inspirando na realização de viagens (MANANA, BAHRAIN, 2017).

Porém, interfere que tal fato é muito interessante quando se observado apenas por uma visão benéfica do turismo, mas completamente catastrófica quando se analisa que áreas com um frágil ecossistema podem se tornar atrativos turísticos. Muitas vezes o setor público e até mesmo privado não possui um planejamento para isso, sem estrutura física e preparo ambiental para proteger e oferecer serviço a todos que para lá se deslocarão, com isso, mesmo sem intenção o conteúdo gerado pelo usuário pode comprometer a sustentabilidade do local. Na imagem abaixo se pode observar isso.


Figura 05: Captura de tela com conteúdo audiovisual gerado pelo usuário no Facebook

Fonte: Autores  ( 2017)

Como se pode observar na imagem, a Serrinha do Alambari na cidade de Rezende - RJ é um local com grande beleza e além disso área de proteção  ambiental (APA). Segundo Dias (2007), o local já presenciou a degradação trazida pelo turismo quando um camping se implementou na área, sendo a partir disso os motivos para a implementação da área da APA. Com isso, as fotos e vídeos no ambiente das redes sociais podem trazer um contingente de visitantes, o que comprometeria a sua sustentabilidade.

Nesse contexto, verifica-se que a relevância do audiovisual nas redes sociais, fará com que destinos com um sistema ecológico frágil se atentem a motivação turística através do conteúdo gerado pelo usuário, tomando medidas que evite grandes impactos ao meio ambiente. Com isso, aconselhasse que o marketing turístico de uma destinação preze a produzir conteúdo audiovisual com o foco em trazer a conscientização ambiental dos seus locais de proteção,

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O audiovisual como um fenômeno de grande influência social, tem a capacidade de direcionar fluxos turísticos, estando presente atualmente em diversas plataformas digitais. Sendo difundido entre todos que possuem um celular com gravação, o qual possibilita que o próprio usuário produza conteúdo e compartilhe em suas redes sociais, tendo esse material, na atualidade, grande importância para a motivação turística.

Com os exemplos já vistos atualmente, pode-se dizer que em um futuro próximo a realidade virtual irá possibilitar um conceito mais amplo do que o próprio audiovisual, possibilitando conhecer um destino com maior propriedade , porém, não em sua totalidade, auxiliando na construção de imagens, despertando a sua motivação.

A partir desse estudo se pôde perceber a dicotomia presente no elo  do audiovisual e o desenvolvimento sustentável do turismo, se por um lado tem a capacidade de exaltar e representar culturas, por outro, pode criar estereótipos e também atrair contingentes de turistas, sem um planejamento, assim,  comprometer o ambiente.

Ainda falta estudos sobre, mas já se pode pensar que destinos como Veneza, Paris, Nova York, entre outros, são cada vez mais procurados por turistas em decorrência da construção do imaginário de realização e ascensão social relacionados a eles, por meio de filmes e séries, tornando em certos pontos o turismo insustentável por conta de sua grande divulgação midiática.

Encontrou-se percalços em relação ao curto tempo para se produzir a presente pesquisa; para obter estudos com exemplos concretos sobre o audiovisual e sua influência na motivação turística do brasil; também houve dificuldade em encontrar estudos que falassem sobre a relação entre conteúdo gerado pelo usuário no ambiente online e sua relação com a sustentabilidade de destinos turísticos, podendo esse ser um tema explorado por novas pesquisas.

Dito isso, justifica-se a produção desse trabalho devido a viabilidade em produzi-lo, os resultados aqui apresentados poderão auxiliar no desenvolvimento de novas pesquisas, levando-se em consideração que estudos já foram realizados por associações como o Ministério do turismo e a RebraFic (Associação Brasileira de Film Commissions) referentes a temática em questão, porém, verifica-se a necessidade de uma análise interdisciplinar e também com o viés sustentável.

 Além disso, levando-se em consideração a sinergia entre turismo e audiovisual é possível ponderar que o objeto de estudo aqui apresentado é relevante para o desenvolvimento de acadêmicos, para ambos os trades  e para a formulação e aplicação  de políticas públicas que favoreçam a convergência sociocultural existentes entre os dois setores, a medida em que efetuar a compreensão.

 

 

REFERÊNCIAS

 

ANCINE. Mercado Audiovisual Brasileiro. Disponível: <https://oca.ancine.gov.br/mercado-audiovisual-brasileiro>. Acesso em: 29 set. 2017.


_______. A Regulação do VoD na União Europeia. Disponível em:< https://oca.ancine.gov.br/sites/default/files/publicacoes/pdf/estudo_vod.pdf>. Acesso em: 27 oct. 2017.


_______. Lançamentos de filmes por produtoras brasileiras em UF selecionados 2012 – 2016. Disponível em: <https://oca.ancine.gov.br/sites/default/files/repositorio/pdf/2103_0.pdf>. Acesso em 12/12/2017.


BENI, M. C. Turismo: volatilidade da demanda e diversificação da oferta. Turismo em análise, São Paulo, v.20, n.1, p. 190-193, 2009.


BERNARDET, J-C. O que é cinema?. São Paulo: Brasiliense, 2017, p.93.


BRITO L.D, BONA D.F. Sobre a noção de estereótipo e a imagem do Brasil no exterior. Revista Graphos, Paraíba, vol. 16, n° 2, p. 14, 2014. 


BEETON SUE. Film-induced tourism. Arizona (USA): Chanel View Publications, 2005.


BERIC, D.; KOVACEVIC, M.; SIMAT, K.; BOZIC, S. (2013). Film Tourism: A contemporary resource for promoting Serbia, Turizam, 17 (1), 18-28.


COELHO, P. P. O PAPEL DA EMBRAFILME NO DESENVOLVIMENTO DO CINEMA BRASILEIRO. Rio de Janeiro, UFRJ, 2009.


COUTINHO, L. M. Audiovisuais: arte, técnica e linguagem. Brasília : Universidade de Brasília, 2006.


DE SÁ,  R. B. V. A imagem do Brasil no turismo. São Paulo: Aleph, 2002, p. 133.


DIAS, J. R. Unidades Geoambientais da Área de Proteção Ambiental da Serrinha do Alambari - Capelinha, Resende – RJ. Disponível em: <http://www.novoscursos.ufv.br/graduacao/ufv/geo/www/wp-content/uploads/2013/08/Juliana-Rodrigues-Dias.pdf>. Acesso em: 16 dez. 2017


DONEDA, P. Novelas Brasileiras Gavadas no Exterior. Disponível em: <https://mdemulher.abril.com.br/famosos-e-tv/novelas-brasileiras-gravadas-no-exterior/>. Acesso em: 12/12/2017.


DUMAZEDIER, Joffre. Lazer e cultura popular. São Paulo: Perspectiva, 1976


DUTRA. L. F; FARIA. D. M. C; MIRANDA. I. P. Cultura e relações internacionais: A influencia das novelas televisivas no turismo emissivo brasileiro. Turismo em Análise. V. 26, n. 2, 18 p, abr. 2015. 


FREIRE-MEDEIROS, Bianca. O Rio de Janeiro de Holywood em quatro takes. Rio de Janeiro, 2005.


GANDARA, J. M. G . A imagem dos destinos turísticos urbanos. Revista Eletrônica de Turismo Cultural, São Paulo, p. 22, 2008.


HOFFMANN, N. B. On location film-induced tourism: Sucess and sustainability. 2015. 264 f. Dissertação (HEREDITATUS CULTURAEQUE SCIENTIAE ) Department of Historical and Heritage Studies Faculty of Humanities, University of Pretoria. Pretoria, 2015. 


Huguenin, F. P. S. As praias de Ipanema: liminaridade e proxemia à beira-mar. 2001. 267 f. Tese (Antropologia Social) - Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Departamento de Antropologia da UNB.  Brasília, Distrito Federal, 2001.


IBGE. Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal. IBGE: Rio de Janeiro, 2015, p. 36.


KOSSOY, B. Fotografia e história. 2° ed. São Paulo: Ateliê, 2001, p. 76.


KOTLER, PHILIP; HAIDER, DONALD H.; REIN, IRVING. Mercadotecnia de localidades: Cómo atraer inversiones, industrias y turismo a ciudades, regiones, estados y países. México: Diana, 1994.


LA TORRE, M. The Economics of the Audiovisual Industry: Financing TV, Film and Web. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2014. 


MANANA, S.S.B.P; BAHRAIN, P. C. The immediate impact of instagram posts on changing the viewers’ perceptions towards travel destinations. Apiar, Austrália. p. 1-9, 2017

 

Mendes. C. F. Uma vitrine do Brasil: telenovelas brasileiras entre estudantes africanos. 2012. 190 p. Dissertação (Mestrado em Antropologia) - Departamento de Antropologia, Universidade de Brasília, Brasília, 2012.


MINISTÉRIO DO TURISMO. (2007). Estudos de sinergia e desenvolvimento entre as indústrias do turismo & audiovisual. Brasília: Ministério do Turismo. Recuperado em 30 junho, 2014, de http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publica coes/Estudo_Completo_Cinema.pdfBrasil. Ministério do Turismo.

 

_______. Desembarques internacionais no país 


 

MINISTÉRIO DO TURISMO DA ÍNDIA. Chegada de turistas brasileiros na índia 2009 - 2011. Disponível em: <http://tourism.gov.in/market-research-and-statistics>. Acesos em: 12 dez. 2017.

 

O GLOBO ONLINE. Saiba quais as produções brasileiras que chegam na Netflix em 2018. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/saiba-quais-as-producoes-brasileiras-que-chegam-na-netflix-em-2018-22037640#ixzz51GHBJ0Bm>. Acesso em: 14 dez. 2017

 

PAIXÃO, Dario Luiz Dias . 1930 - 1945 A verdadeira Belle Époque do turismo brasileiro: o luxo e os espetáculos dos hotéis-cassinos imperam na era getulista. In: Luiz Gonzaga Godoi Trigo. (Org.). Análise Regional e Global do Turismo. São Paulo: ROCA, 2005, v. , p. -.


SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2007.


SILVA, C. M. Z; TESSAROLO F.M. Influenciadores Digitais e as Redes Sociais Enquanto Plataformas de Mídia. Disponível em: < http://portalintercom.org.br/anais/nacional2016/resumos/R11-2104-1.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2017.

 

SIQUEIRA, E. D. TURISMO, IMAGEM E CULTURA: Representações sociais do Estado e do Poder nos cartões-postais da cidade do Rio de Janeiro. Revista Rosa dos Ventos, Caxias do Sul – RJ, v. 1, nº 0, p. 11, 2009.


STATISTA. 2015. Do you agree with the statement 'Brazilian TV and movies have much influence on how people think and act'?. Disponível em :<https://www.statista.com/statistics/723249/attitudes-social-influence-tv-movies-brazil/>. Acesso em: 14 dez. 2017

STATISTA. 2014. Inspiração para realização de viagem nos EUA. Disponível em: <https://www.statista.com/statistics/381185/online-sources-of-inspiration-for-leisure-travel-us/>. Acesso em 18 dez. 2017.


TONET, E. R.; MELO, A. R. A globalização e a influência da mídia na sociedade. Estado do Paraná, Paraná, vol. 1, p. 16, 2014.


TRIGO, L. G. Entretenimento uma crítica aberta. São Paulo: Senac, p. 240, 2003.  


ZIVKOVIĆ, R.; GAJIĆ J.; BRDAR I. The impact of social media on tourism. Sinteza, Servia. p. 750 - 761, 2014.


ANEXO - E


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
whatsapp logo telefone
CONTATO

WhatsApp: +5519987373949

 

Obrigado pelo envio!

SIGA-NOS 

Prazo médio de entrega de agendamento das aulas para as pesquisas é definido mediante acordo firmado com a equipe de vendas. 

© 2020 Your Tutor - Seu orientador pessoal 

Nosso serviço profissional  se consolida como um trabalho de pesquisa e/ou consultoria, dessa forma, deve ser utilizado apenas com o propósito de referência. Todos os materiais adquiridos do site YourTutor, devem ser creditados. Leia nossos Termos Gerais de Uso e nossa Política de Privacidade

bottom of page