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ANÁLISE DE ESTRATÉGIAS FINANCEIRA


Gráfico de crescimento da internet

UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ

BIANCA PRADO DE TOLEDO

2020



RESUMO:Este trabalho de conclusão de curso analisa as estratégias e métodos utilizados na gestão de despesas familiar voltado para o financiamento ou empréstimo para aquisição de bem móvel e imóvel, junto a um complemento de investimentos e ferramentas, na tentativa de trazer um melhor retorno para seus clientes e público em geral. Apoia-se em critérios e comparativos de curto e longo prazo adequando as necessidades da população brasileira, além de adequar as classes sociais e seus níveis de renda, a real possibilidade de aplicação de cada estratégia de acordo com a classe social e um complemento de possibilidades das mesmas estratégias a eventuais possibilidades de aplicação no período de aposentadoria. Além de verificar comparações de estratégias de gastos e investimentos sobre empréstimos, financiamentos e alugueis do segmento automotivo e imobiliário, no intuito de demonstrar quais classes sociais brasileiras conseguem aplicar tais estratégias e como elas resultam em uma perda de capital.

Palavras-chaves: Despesas. Retorno. Longo prazo.


ABSTRACT: This final paper analyze the strategies and methods about spending managment household with financing and lending of acquisition of goods, with investimento and tools which try to bring the best roi to they costumers and general public. It support itself with criterion and comparatives about short and long term fitting the needs to brasilian population, and the real possibility to apply which strategies according to social class and it income level with addition to the possibilities to apply the same strategies to the retirement.

Keywords: Spending. Return-of-investiment. Long term


INTRODUÇÃO          

Diante das perspectivas de desenvolvimento socioeconômico observamos novos métodos de acumulação de capital para ser utilizado como um seguro futuro ou oferecer um conforto em nossas vidas já na idade mais avançada.

Usando como referência do crescimento do acesso a informação temos os dados da ONU (2012) sobre a contribuição da geração Y por lidar com grandes volumes de informações sem manter o foco ou profundidade no assunto, contribuindo com o desenvolvimento dos portais da internet.

Figura 1: Gráfico de crescimento da internet

Figura 1: Gráfico de crescimento da internet

Fonte: Researchgate, 2019

Esse crescimento proporciona um grande acesso as informações de quaisquer tipos e segmentos, sendo de difícil discernimento entre matérias proveitosas ou não, que muitas das vezes deve-se tratar o conteúdo proposto para poder ter embasamento sólido resultando em uma estratégia positiva. Essas informações mesmo que alienadas, podem parecer verídica quando é defendida por um ou mais profissionais da área ou até mesmo por um grupo de pessoas, ou através de uma notícia vista na televisão ou lida nos canais da internet. Essas influências tendem a atingir um público mais jovem por conta da facilidade que essa geração possui em lidar com a tecnologia (RIBEIRO, 2012).

Para a melhor adequação das informações realidade presenciada, deve-se haver um mínimo de curiosidade sobre o assunto, a ponto de verificar se aquilo que está sendo proposto vale para a realidadeque está sendo vivenciada por dada sociedade. A curiosidade de ao menos entender o “como” de todo o conteúdo proposto fará com qualquer pessoa, que tenha um mínimo de acesso à internet, realize pesquisas e busque informações para questionar a validade das propostas vistas.

Esse trabalho se dará em analisar estratégias de despesas e custos propostos por investidores e administradores de instituições financeiras com foco em otimização para reduzir dispêndios desnecessários e formas de alavancar a acumulação de capital dentro das camadas sociais.

Partindo dessa explanação, observa-se o seguinte problema: como a falta conhecimento, aprofundamento no assunto e pesquisa sobre o mercado financeiro, junto com a falta de planejamento de gastos da sociedade ao longo da vida, muitos indivíduos tomam decisões erradas resultando em perda de capital.

Com base nisso, esse trabalho busca mostrar através de gráficos, tabelas e cálculos simples de viabilidade financeira – custo x benefício – entre as modalidades: empréstimos, financiamento e aluguel imobiliário ou automotivo juntamente com investimentos periódicos, que não trarão o resultado demonstrado pelos investidores e administradores de instituição financeira.

Esta pesquisa justifica-se pelo aumento de pessoas, seguidores e influenciadores que defendem esse método, justamente para acumular um patrimônio líquido maior com o argumento de redução de despesas.


1 Problema

 

Este trabalho se dará nas análises de viabilidade financeira e investimento sobre imóveis e automóveis das modalidades financiamento, aluguel e compra àvista. Analisando as estratégias divulgadas por influencers digitais da área de investimentos e finanças, adequando essas estratégias a necessidade de todas as classes sociais do Brasil e colocando em parâmetro durante um período de anos, demonstrando o funcionamento da estratégia em uma linha do tempo e colhendo a viabilidade para cada realidade.

 

1.2 Objetivos

 

​Este trabalho tem como objetivo acadêmico utilizar análises gráficas para identificar quais estratégias são realmente viáveis ou não para cada classe social.

 

1.2.1 Objetivo Geral

 

• Buscar direcionar e qualificar as estratégias abordadas aqui para cada realidade de classe social, mostrando que uma não funciona para todos.

 

1.2.2 Objetivos Específicos

 

• Realizar comparação entre estratégias abordadas neste trabalho, averiguando quais delas são aplicáveis em vista de custo benefício.

 

 

1.3 Delimitação do Estudo

O trabalho está delimitado numa posição geográfica próxima a cidade de São Paulo e Rio de Janeiro onde será feito a comparação de preços de produtos gerais para composição da pirâmide de Maslow e formatação de custo. Nesse estudo não está sendo aplicado a relação de preferência entre determinados produtos ou ponto de vistas – opiniões.

 

1.4 Relevância do Estudo

Este trabalho tem como objetivo trazer a informação completa sobre as estratégias divulgadas aparentemente como simples e assertiva pelos influencers, para atingir seus propósitos específicos sem margem de erros e perdas, aplicando-se às diversas classes sociais.

 

1.5 Metodologia

O presente trabalho se define a partir de uma metodologia da pesquisa do estudo de caso aplicado.Nessa modalidade de pesquisa um objeto de estudo é minuciosamente analisado com o intuito de aprofundar questões que precisam de detalhamento, onde se é aplicado conceitos teóricos em uma situação específica.

Sobre essa metodologia de pesquisa Yin (2001 p. 33) complementa: “Um estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro do seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos”. Ainda de acordo com o autor, o estudo de caso pode ser utilizado para estudar indivíduos, organizações, processos, bairros, cidades, países e etc.

Nessa pesquisa, buscar-se-á fornecer dados capazes de trazer um aprofundamento sobre a viabilidade econômica presente na tomada de decisão ao alugar ou comprar um imóvel ou veículo, analisando-se também em quais situações o financiamento pode ser utilizado de forma a não trazer prejuízos na aquisição desses ativos.

A presente pesquisa se caracteriza sob uma abordagem qualitativa e quantitativa, onde foram usados dados primários e secundários, tomando como base a bibliografia disponível em livros, artigos, revistas e portais acadêmicos online. A coleta de informações também foi realizada via sites de compras de insumos em gerais (supermercado) para composição de formatação de preço, cálculos de payback, cálculo de investimento e adequação visível em gráfico utilizando ferramenta Excel.  

Dentre os autores trabalhados, cita-se em especial a bibliografia de Osni Ribeiro, a qual foi uma importantebase para a realização dos cálculos apresentados ao longo da presente pesquisa.

 

1.6 Organização do Trabalho

• De início pontuou-se as classes sociais para usar como referência as estratégias abordadas;

• Em seguida fora apontado as despesas essenciais apontando necessidades básicas de cada um;

• Como terceira sessão busquei apresentar como o planejamento humano é falho e a disponibilidade de informação não são claras e totalmente acessíveis;

• Em seguida apresentei as estratégias tão falada até este momento do trabalho;

• Apresento então com gráficos e análises da realidade das classes sociais com financiamento e aluguel de automóveis conforme rendas, na sequência repito a análise, porém voltado para imóveis;

• Em sequência demonstro uma forma de reduzir as perdas utilizando estratégia investimento em conjunto com gastos;

• Por final apresente a estratégia de mitigação e aposentadoria onde mostro a aplicação de todas as análises dentro da esfera do aposentado.

                                                         

2 REVISÃO DA LITERATURA

A presente pesquisa obteve seu suporte teórico a partir do diálogo com os autores, com isso, a revisão da literatura se consolida como a estrutura do trabalho, sendo a fonte para atingir os objetivos pré-estabelecidos, bem como para o desenvolvimento das estratégias que serão melhor detalhadas ao longo dos capítulos.

De acordo com Chiavenato (2007), a administração ganhou outros sentidos que vão além do processo cíclico e linear de planejar, organizar, dirigir e controlar toda a atividade organizacional. Atualmente ela deve ser entendida para além disso e ter o seu foco em ações conjuntas, auxiliando empresas e também indivíduos no controle e conquista de seus objetivos.

Com isso, a oferta de estratégias que visam trazer maior entendimento sobre a importância do bom planejamento financeiro ganha destaque ao equilíbrio entre as contas a pagar e os ativos a receber. A análise de investimentos é um dos maiores motores da economia capitalista, onde empresários e até mesmo pessoas físicas apenas aplicam o seu capital naquilo que visa trazer alguma rentabilidade, seja ela econômica ou atribuídas aos bens de consumo.

Para Goldman (2015), antes de investir em determinado ativo, deve-se comparar os prováveis retornos que serão proporcionados por este investimento com os de outros investimentos disponíveis. Vale prestar atenção à taxa de juros que o dinheiro investido irá proporcionar, a chamada taxa de atratividade. Após comparar diferentes investimentos, adiferença de valores entre as taxas de juros, constituiuma taxa de juros chamada custo de oportunidade.

No que tange os aspectos financeiros, Bordeaux-Rego (2009) cita como métodos de análise de um investimento o chamado Payback (Prazo de Retorno do Investimento Inicial), o Valor Presente Líquido (VPL), a Taxa Interna de Retorno (TIR), o índice de Lucratividade (IL) e a Taxa Mínima de Atratividade (TMA).

O Payback é o período necessário para recuperar oinvestimento inicial. Um dos métodos mais utilizados por investidores menos sofisticados, isto, pois, apresenta um cálculo bastante simples e chega a um resultado de fácil compreensão para aqueles que têm pouca familiaridade com a administração financeira.

Pode ser calculado de acordo com a fórmula (01), apresentada a seguir:

Fórmula  01: Cálculo do Payback


Fonte: Bordeaux-Rego (2009)

 

O VPL pode ser tido como a diferença entre o valor de mercado de um investimento e seu custo é chamado de valor presente líquido, caracterizado, basicamente, pela transferência para a data zero das entradas e saídas do fluxo de caixa associado ao projeto. Como o valor presente líquido (VPL) leva explicitamente em conta o valor do dinheiro no tempo, é considerado uma técnica sofisticada de orçamento de capital.

Entende-se que o projeto que apresenta VPL positivo gera o retorno exigido pelo investidor e por esta razão deve ser aceito, já se o VPL for negativo o projeto deverá ser refutado. Pode ser calculado de acordo com a fórmula (02), apresentada a seguir:

Fórmula  02: VPL


Onde:

FC = Fluxo de caixa

TMA = Taxa mínima de atratividade

j = período de cada fluxo de caixa

n = duração total do projeto;

Fonte: Bordeaux-Rego (2009)

 

A TIR é a taxa que iguala o VPL à zero, o seja, torna o VPL nulo. Iguala o valor presente das entradas ao valor presente das saídas do caixa, em valores absolutos. Para aceitação de um projeto a partir do cálculo da TIR considera-se que o investimento deverá ser aceito se a TIR for maior que o retorno exigido pelo investimento, ou seja, devemos compará-la a TMA. Caso a TIR seja menor que a TMA o investimento deverá ser descartado.

Dessa forma, verifica-se que instrumentos de análise financeira auxiliam na tomada de decisão, levando-se em consideração que investimentos em imóveis e em automóveis, por exemplo, demandam um valor consideravelmente elevado de capital, caracterizando risco de prejuízo até o final do processo da venda. O investimento quando realizado em um período de longo prazo, aumenta consideravelmente os riscos de mudanças do ambiente mercadológico.

Avaliar a viabilidade econômico-financeira de um investimento é reunir argumentos e informações para construir os fluxos de caixa esperados em cada um dos períodos da vida desse investimento e aplicar técnicas que permitam evidenciar se as futuras entradas de caixa compensam a realização do investimento (SOUZA, 2007 p. 53).

Porém, considera-se que a análise de um investimento é uma arte, pois, apesar das técnicas desenvolvidas, não há nenhum critério ou metodologia formal de análise válido para diferentes situações e aceitos unanimemente pelos analistas, dessa maneira é impossível sugerir-se uma sequência metodológica ou um instrumento científico capazes de fornecer diagnósticos sempre precisos das empresas (ASSAF NETO, 2010).

Assim, verifica-se que é de suma importância o conhecimento de técnicas e o desenvolvimento de estratégias que visam auxiliar gestores e pessoas comuns na hora da tomada de decisão, garantindo o sucesso e obtenção dos objetivos. Investir em habitação e também no veículo próprio, seja para usufruto ou aluguel, tornou-se atraente devido ao mercado aquecido, porém, para os mais leigos nas questões financeiras, dado fato pode ser um desafio e até mesmo prejuízo, em muitos casos. Dessa forma, a análise dos custos é essencial para o bom desempenho de um investimento.

De acordo com o Sebrae (2018), o setor dehabitação tornou-se além de um bem de consumo, um bem de investimento. Dessa forma, o setor a cada ano ganha mais espaço para investidores, dessa forma, muitas vezes, aqueles que buscam a casa própria como uma alternativa ao aluguel, podem acabar por entrar em um negócio não tão rentável.

Isso porque o mercado está segmentado em dois grandes grupos: o daqueles que buscam a satisfação do abrigo e o daqueles que buscam oportunidades de investimentos. Porém, ambos têm interesses distintos, dessa forma, é necessário uma analise de investimento para se constatar a viabilidade de investimento na casa própria.

Entende-se a partir dos dados de Pinto (2015), que o grande problema habitacional brasileiro se inicia com a vinda da população do campo para as grandes cidades, com o intuito de ocupar os cargos de trabalhos ofertados mediante o desenvolvimento manufatureiro-industrial. Verifica-se que houve participação pública com o intuito de mitigar essa questão social, como exemplo, cita-se a construção de conjuntoshabitacionais, na década de 30; Fundação Casa Popular (FCP), na década de 40; Banco Nacional de Habitação (BNH), em 1964; Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), em 1967; Coeficiente de Equiparação Salarial (CES), em 1969; Sistema deFinanciamento Imobiliário (SFI), em 1997, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007 e Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), em 2009. Porém, apesar das iniciativas públicas, o déficit habitacional nopaís foi estimado em 6,355 milhões de domicílios, correspondente a 9,3% do estoque de domicílios particulares (FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO, 2018).

A identificação dos fatores determinantes da inadimplência dos financiamentos imobiliários permitiria a diminuição do risco destas operações e, consequentemente, a possibilidade de operar com juros menores e de ofertar maior volume de crédito, beneficiando: as instituições financeiras, a economia como um todo e inúmeras famílias. Não obstante a abrangência de interesses sobre o tema (financeiro, econômico e social), poucos trabalhos acadêmicos abordam-no, acredita-se, pela dificuldade de obtenção de base de dados(LIMA, 2020, p. 2).

De acordo com dados do Banco Central (2019), em situações especificas de negócios é mais pertinente o cidadão investir o dinheiro, continuar no aluguel e posteriormente a isso, comprar o imóvel que gostaria sob uma proposta de pagamento à vista.  Porém, verifica-se também que essas propostas não são acessíveis a toda população brasileira por conta da grande estratificação social presente no país, onde nem todos possuem as mesmas condições econômicas para negociar em um investimento. O poder de negociação está completamente relacionado à classe social de um indivíduo.

Como o salário mínimo atual é de R$ 1.045, pertence à classe E todo mundo cuja soma de todos os rendimentos da família for de até R$ 2.090. Na classe D, estão as famílias que têm rendimentos entre dois e quatro salários mínimos. O que significa dizer que, se você e o pessoal da sua casa ganham juntos entre R$ 2.090,01 e R$ 4.180, pertencem à classe D. Na classe C, estão as famílias com rendimentos entre quatro e dez salários mínimos. Ou seja, com rendimentos acima de R$ 4.180, mas até R$ 10.450. As famílias de classe B são as que tem rendimentos entre dez e 20 salários mínimos, que ganham entre R$ 10.450,01 e R$ 20.900. E os mais ricos do Brasil, que estão na classe A, são as famílias que têm renda somada de todo mundo da casa acima de R$ 20.900, acima de 20 salários mínimos (ESPERANDIO, 2020, p. online).

O detalhamento das classes sociais é importante para se entender a estratificação social presente no Brasil, dessa forma, percebe-se que nem todas as estratégias apresentadas poderão ser amplamente contempladas por todos os cidadãos, mas acaba por estar restrita a parcela que possui uma maior renda.

Por outro lado, a economia brasileira, mesmo com a desaceleração causada pela Pandemia, continua aquecida e há pessoas interessadas em investir, seja em um imóvel, no carro próprio ou em outros setores econômicos como a tecnologia digital, onde aplicativos de transporte e delivery de comida, estão com grande destaque no mercado. Com isso, cabe as mais diferentes classes sociais o conhecimento das melhores estratégias financeiras para atingir a viabilidade dos investimentos desejados.

Com isso, nos próximos capítulos, apresenta-se uma série de dados que visam corroborar com o desenvolvimento de uma decisão assertiva no que tange os investimentos na aquisição do carro próprio, da casa própria e da viabilidade presente em diferentes situações em adquirir esses ativos sob financiamentocom instituições financeiras.

 

 

 

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 Classes sociais

As classes sociais, de acordo com a faixa de renda familiar por classe da FGV, são divididas conforme a figura (02).

Figura 02: Classe social em porcentagem

Classe social em porcentagem

Fonte: Diário do Comercio, 2019

Utilizando a tabela de classes sociais disponibilizados pelo IBGE e aplicando a correção do salário mínimo se tem os dados apresentados na tabela (01).

Tabela 01: Classes sociais

Classe

Número de Salários-mínimos (SM)

Renda Familiar

A

Acima de 20 SM

R$ 19.960,00 ou mais

B

De 10 a 20 SM

R$ 9.980,00 a R$ 19.960,00

C

De 4 a 10 SM

R$ 3.992,00 a R$ 9.980,00

D

De 2 a 4 SM

R$ 1.996,00 a R$ 3.992,00

E

De 1 a 2 SM

R$ 998,00 a R$ 1.996,00

Fonte: FGV, 2019 (Adaptado)

Os valores da renda familiar são corrigidos de acordo com o salário mínimo. As rendas informais não existem a possibilidade serem contabilizadas.

 

3.2 Despesas Essenciais

De acordo com Ribeiro (2013, p. 31) “[...] As definições de despesas caracterizam-se pelo consumo de bens e pela utilização de serviços durante o processo de obtenção de receitas”.

A formatação das despesas essenciais será definida a partir da pirâmide de Maslow.

Figura 03: Pirâmide de Maslow

Figura 03: Pirâmide de Maslow

Fonte: Gradusct, 2019

Entende-se, de acordo com a imagem, que as necessidades básicas como a formatação das despesas essenciais, dessa forma, uma pessoa primeiramente necessita suprir as suas necessidades de sobrevivência.

As necessidades psicológicas e necessidades de auto realização não serão utilizados como fatores a serem contabilizados pois, se tratando de valores subjetivos que cada indivíduo traz para si é um valor diferente de outro, prejudicando a padronização dos cálculos futuros.

Utilizar-se a separação das necessidades básicas através da seguinte segmentação:

• Alimento = Compras

• Roupa = Compras

• Repouso = Lazer

• Moradia = Aluguel imobiliário/Financiamento imobiliário

• Segurança do corpo = Saúde

• Segurança do emprego = Renda

• Segurança de recursos da moralidade = Não será utilizado

• Segurança da família = Saúde

• Segurança da propriedade = Aluguel imobiliário/Financiamento imobiliário/Aluguel veicular/Financiamento veicular

 

Em vista dessa separação, inclui-se na divisão os seguintes atributos:

 

• Transporte

• Investimento

 

A classificação “Compras” será composta por:

 

• Alimentos

• Roupas

• Energia elétrica

• Gás de cozinha

• Utensílios em geral

• Eletrônicos

• Serviços de telefonia e internet

• A classificação “Saúde” será composta por:

• Plano de saúde

• A classificação “Lazer” será composta por:

• Despesas relacionados ao entretenimento

• A classificação “Aluguel imobiliário/Financiamento imobiliário” será composta por:

• Tributação sobre patrimônio

• Custo de capital

• A classificação “Aluguel veicular/Financiamento veicular” será composta por:

• Tributação sobre patrimônio

• Manutenção

 

O resumo dos custos dar-se-á da seguinte maneira, conforme apresentado no quadro (01).  

Quadro 01: Formatação de gastos

FORMATAÇÃO DE DESPESAS

EM %

Compras

66%

Transporte

11%

Saúde

14%

Aluguel imobiliário

0%

Investimento

0%

Financiamento imobiliário

0%

Aluguel carro

0%

Financiamento carro

0%

Lazer

8%

TOTAL

100%

Fonte: Acadêmica, 2019

A utilização de porcentagem nas formatações representa os valores relativos às despesas, as atribuições em 0% serão reavaliadas mais a frente para representação de viabilidade financeira.

Não foram atribuídos valores que represente a ocasional idade, pois fará com que os valores venham a ser alterados gerando disparidade entre as condições de análise.

 


4 PLANEJAMENTO HUMANO E DISPONIBILIDADE DE INFORMAÇÕES

Por mais que seja quantificado as despesas pessoais, são atribuídos valores subjetivos diferentes entre cada ser humano.

Utiliza-se o seguinte exemplo: se uma pessoa disser que ela mesma concertou seu telhado por R$ 3.000,00 comprando somente os materiais com um argumento de que o custo total para arrumar seria de R$ 5.000,00, logo ela tomou uma excelente decisão. Porém, se fossemos considerar o valor que ela dá para o dinheiro é maior que para a execução manual do trabalho, ela então perdeu dinheiro, pois podemos considera que ela poderia ter feito horas extras ou ter um emprego de meio período, que por sua vez, faria mais dinheiro do que anteriormente e ainda assim pagaria os custos da manutenção.

Se fosse utilizar a percepção de que o valor que ela dá para o trabalho manual é maior que o dinheiro, logo ela tomou uma decisão correta, ou até mesmo encareceria os valores dos materiais pois provavelmente faria com recursos melhores.

O que se pode deduzir dentro desse exemplo, é a própria falha no planejamento humano que é limitada pelo conhecimento geral – que vai desde a manutenção do telhado quanto a oportunidades a sua volta – quanto conhecimentos técnicos para desenvolver o melhor método para solucionar seu problema diante da sua percepção de valor.

Esse tópico mostra os axiomas de preferência de consumo e a praxeologia. Para exemplificar melhor, considera-se a internet como objeto. Como se esse fosse um recurso natural, como a água que se bebe, porém não consegue mensurar quão aprofundado é o seu conhecimento sobre a sua utilização.

Suponha-se que uma pessoa procure sobre como fazer um bolo de cenoura, ela poderá utilizar a internet, ou comprar uma revista, ou até mesmo utilizar outras referências. O resultado que ela busca poderá ser o mesmo, independentemente do método, porém, a melhor decisão neste caso será a utilização da internet, pois, ela pesquisará não somente em como fazer um bolo de cenoura, mas também sobre como remendar uma calça, ou pesquisar sobre qual é o melhor celular do momento de forma gratuita.

Porém essas decisões só serão reciprocamente aceitas a partir do momento em que a pessoa dá o mesmo valor subjetivo que o seu, poderíamos adicionar a informação de que a pessoa prefere revistas, logo essa decisão impactará em uma recusa por parte dela, pois não atende seus valores subjetivos e suas preferências, mesmo argumentando e demonstrando todo o benefício que a internet pode oferecer.

Entende-se em Lorio (2011, p. 19) que “ [...] o conhecimento humano contém sempre componentes de indeterminação e de imprevisibilidade, o que faz com que todas as ações humanas produzam efeitos involuntários e que não podem ser calculados a priori”.

Dessa forma, pode-se trazer esse entendimento às dinâmicas de mercado que, onde os produtos competem entre si e os consumidores são os responsáveis por desenvolver diversas percepçõessobre os itens ofertados. O que fará com que se tenha diferentes perspectivas de acordo com a realidadevivenciada.


5 ESTRATÉGIAS PROPOSTAS

Utilizando duas formas de redução de despesas que vemos por referências de investidores e administradores de empresas financeiras se dá na eliminação das despesas veiculares e imobiliários através de alugueis, ou na otimização da renda para aquisição do bem ou serviço à vista para acomodação de suas necessidades, além de planejamento de longo prazo e investimentos, tentando elaborar cada estratégia para seu objetivo. Utilizamos como referências dois itens de atitudes de redução de gastos, o “compartilhar carros” para o sentindo genérico de aluguel automotivo e o “compartilhar casa” ou “alugar cômodos” e aluguel do imóvel. (ANBIMA, 2017, p.49)

 

5.1 Comparativo entre despesas veiculares e aplicativos de transporte

A primeira proposta é de se utilizar um comparativo entre a compra de um carro e o uso de aplicativos de transporte.

Inicialmente as despesas são com um carro são apresentadas na tabela (02)

Tabela 02: Despesas com um carro

Despesa

Valor ( em R$)

Estacionamento

500,00 por mês

Manutenção

200,00 por mês*

Multas

100,00 por ano

Combustível

342,00 por mês**

IPVA

1.200,00 por ano

Seguro

2.000,00 por ano

Depreciação

3.600,00 por ano

Licenciamento

85,00 por ano

Total

R$ 19.501,00 por ano

* Foi baseado em 900 quilômetros por mês para composição da manutenção e combustível

Fonte: Acadêmica, 2020

 

 

As despesas com o aplicado foram realizadas as cotações nas mesmas condições, dessa forma, tem-se:

• Percurso de 17,7 km sendo ida e volta, a um valor por viagem de R$29,00 a R$ 41,00.

Sendo que esse trajeto corresponde a distância do trabalho a sua casa, dessa forma, são necessárias duas viagens no mesmo dia – uma de ida, uma volta – totalizando assim R$ 58,00.

Realizando uma divisão entre R$ 19.501,00 por R$ 58,00 resulta em 336,20. O qual representa quantos dias que se pode fazer o trajeto com o valor total de R$ 19.501,00. No entanto, subtraindo 365 dias por 336,2; tem-se uma falta de 29 dias para completar um ano.

Dessa forma, proposta não atende em sua totalidade, por meio do aplicativo de transporte para fins diários, pois nesse cenário não estão incluídos, viagens, compras, divergências e eventualidades. Faz com que o gasto total deverá ser maior para comportar ao menos as necessidades de lazer e compras.

O argumento dessa estratégia é transformar custos variáveis em custos fixos inerentes a locomoção, gerando uma despreocupação com quaisquer eventualidades quando se tem o carro próprio. E se tratando de custos fixos, nos aplicativos de transporte é um custo que independente da oscilação é um custo que terá ao longo da vida, diferente do custo variável do veículo próprio.

 

5.2 Comparativo entre financiamento e aluguel veicular

A proposta é o comparativo entre o aluguel de um carro e financiamento de um veículo de R$ 95.000,00 reais. A planilha para aquisição de um veículo é apresentada no quadro (02).

 

 

 

Quadro 02: Planilha de custo de aquisição de veículo

 

2018

2019

2020

Carro 0km

R$ 95.000,00

-

-

Desvalorização

R$ 70.300,00

R$ 59.755,00

R$ 59.157,45

KM Rodado

30.000

30.000

26.400

Manutenção por KM

R$    1.191,00

R$    1.629,00

R$       776,00

Pneu por KM

-

R$    3.600,00

-

IPVA

R$    3.800,00

R$    2.812,00

R$    2.390,20

Seguro

R$    5.200,00

R$    4.900,00

R$    4.600,00

Fonte: Trader Supremo – 2019

 

Verifica-se as seguintes informações:

• Despesas com pneus, é contabilizado a troca a cada 40.000 mil quilômetros a um custo de R$ 450,00 reais, totalizando R$ 3.600,00;

• As manutenções de acordo com a fabricante;

• IPVA cotado com os valores do estado do Rio de Janeiro;

• As devidas desvalorizações de acordo com a tabela FIPE;

• Seguro no perfil do investidor cotado com os valores do estado do Rio de Janeiro;

• Lucro em caso de aplicação dos R$ 95.000,00 ao um prazo de 3 anos ao uma taxa aproximada de 0,0622%

No caso de locação do veículo, tem se os dados apresentados no quadro (03):

Quadro 03: Planilha de custos de locação

Locação Mensal

R$    1.982,08

Dinheiro Aplicado

R$       22.828,65

Valor Mensal

R$    1.347,95

Total 36 meses

R$  71.354,88

Custo Total

R$       48.526,23

Economia

R$  40.267,18

Fonte: Trader Supremo – 2019

O quadro apresenta um valor mensal e o valor total com o prazo de 36 meses, junto com os mesmos valores aplicados e na sequência, apresenta uma redução de custo mensal em detrimento à aquisição do veículo.

A princípio os custos das duas modalidades possui grandes diferenças, porém possuem algumas inconsistências. O investidor considera na modalidade de locação, que os R$ 95.000,00 já estão aplicados a pelo menos 36 meses, gerando a rentabilidade de R$ 22.828,65 reais, porém isso não é deixado claro em momento algum.

Caso fosse trabalhar em um momento zero, onde se adquire a locação no mesmo momento em que  o dinheiro é investido, o poder de rentabilidade mediante uma Taxa mensal de 0,0622% e Fator da taxa: (0,0622/100) +1 ∴ 1,000622, será de: R$ 95.000,00 * 1,000622 ∴ R$ 95.059,09

Contribuiria somente com R$ 59,09, sem dedução de imposto de renda e taxa de administração relativa. Caso fosse utilizar somente a rentabilidade para reduzir o valor da parcela. O valor atualizado da mensalidade seria de R$ 1.922,99, o que para a perspectiva brasileira se torna uma realidade fora da curva.

Pode-se fazer uma nova comparação em que, se utiliza os valores de veículo mais barato cotado hoje, 09/2019, encontra-se o valor de R$ 33.400,00. Substituindo no valor de R$ 95.000,00 da primeira tabela para o valor do veículo mais em conta do mercado, sem realizar as devidas correções de impostos, manutenção, e seguro encontra-se os valores apresentados no quadro (04)

Quadro 04: Planilha de custo de aquisição de veículo

 

2018

2019

2020

Carro 0km

R$ 33.400,00

-

-

Desvalorização

R$ 33.189,91

R$ 29.692,60

R$ 24.716,00

KM Rodado

30.000

30.000

26.400

Manutenção por KM

R$ 1.191,00

R$ 1.629,00

R$ 776,00

Pneu por KM

-

R$ 3.600,00

-

IPVA

R$ 1.336,00

R$ 988,64

R$ 840,34

Seguro

R$ 5.200,00

R$ 4.900,00

R$ 4.600,00

Fonte: Trader Supremo, 2019 – Adaptado

Chega-se a um custo mensal de R$ 1.247,57 relativamente mais baixa que o valor de locação proposto anteriormente. No caso de se trabalhar com a correção total dos valores para a nova realidade, o custo total e mensal será reduzido, viabilizando ainda mais a opção de compra.

 

5.3 Comparativo entre financiamento imobiliário e aluguel

A ferramenta utilizada para essa comparação é a calculadora Uber.me.

Sendo então, um imóvel de R$ 1.100.000,00 com uma taxa de entrada de 1%, a 11% de juros do financiamento ao ano por 30 anos, conforme apresentado na figura (04).

Figura 04: Resultado financiamento do imóvel

Resultado financiamento do imóvel

Fonte: Uber.me, 2019 – Adaptada.

Gera uma parcela de R$ 10.472,66 por mês, e um valor total de R$ 3.759.155,57.

O comparativo já pede o aluguel de um imóvel similar para simulação, e encontra-se no valor de R$ 3.000,00 com uma rentabilidade anual de 8%.

Figura 5: Resultado da comparação entre financiamento e aluguel

Comparação de custos totais entre as modalidades

Fonte: Uber.me – 2019 – Adaptada.

Nessa comparação, levando em consideração que se tem R$ 10.472,66 disponíveis em todos os meses dentro do período, então levaria dez anos e 8 meses para comprar o mesmo imóvel, mesmo deduzindo os R$ 3.000,00 de aluguel, resultando em R$ 7.472,66 de saldo para aplicação em investimentos.

 

Figura 6: Comparação de custos totais entre as modalidades

Fonte: Uber.me, 2019 – Adaptada.

Em resumo, tem-se que um imóvel financiado a um custo total de R$ 3.759.155,87 contra um custo total alugado de R$ 1.505.425,96, obtendo um saldo, caso se alugasse, de R$ 2.407.656,00.

Em virtude dessa comparação se tem uma real vantagem a utilizar os imóveis alugados. Mesmo que se levasse 30 anos para pagar o imóvel a um custo de R$ 3.759.155,87, logo no próximo mês do trigésimo ano, não existiria mais as despesas mensais do financiamento de R$ 10.472,66.

Nessa perspectiva, para calcular nas mesmas condições a possibilidade de somente, a aplicação do valor mensal (R$ 10.472,66) em um investimento que tenha a rentabilidade anual de 8%, tem-se: R$ 10.472,66 * (0,8/100+1) ^ (30)  ∴  R$ 21.930.007,01.

Com o resultado obtido se consegue comprar aproximadamente 19 imóveis no valor de R$ 1.100.000,00. Porém, quando questiona-se sobre a realização do cálculo utilizando como valor futuro, somente os R$ 1.100.000,00, qual seria o tempo necessário para comprar o mesmo imóvel? Tem-se que resposta: R$ 10.472,66 * (0,8/100+1) ^ (x) = R$ 1.100.000,00 ∴ 80 meses ou 6 anos e 6 meses.

Além disso, levando-se em consideração o financiamento de 30 anos, e realizando a aplicação de R$ 10.472,66 em um investimento dentro de 14 anos, recupera-se qualquer despesa passada, oferecendo uma viabilidade alternativa para recuperar qualquer financiamento.

Em síntese, esses dados representam que caso seja feito os cálculos de viabilidade financeira,exclusivamente em quantidade monetária, compensaria somente em investir e comprar o imóvel à vista posteriormente.

Porém, não se pode considerar somente em função dos reais e sim em função do tempo, pois, se comparar em um tempo fechado, como foi na proposta elaborada pelo investidor, sempre será mais viável não realizar qualquer empréstimo ou financiamento. No entanto, quando se coloca em função do tempo no longo prazo, pode-se prever sem antemão que os custo de financiamento possuem prazo limite, após esse prazo, não haverá mais quaisquer custos adicionais – além dos custos de impostos, manutenção e etc, que já são previstos.

Utilizando os critérios similares, no caso, aportes mensais em um investimento para composição de reserva futura se pode chegar a um montante expressivo entre as duas modalidades – aluguel com investimento e financiamento com investimento - que será observada nas hipóteses mais a frente, diferente do aluguel que, independentemente o prazo é ilimitado, tornando-se um custo fixo e crescente ao longo do tempo.

O que fere por final as condições de qualquer cidadão no cotidiano e em sua aposentadoria, pois dependeria da composição da sua renda, sendo ela R$ 10.472,66 mais os custos essenciais de qualquer ser humano.

Além disso, tem-se que definir quanto tempo dadapessoa conseguiria manter a estratégia de pagar um aluguel de R$ 3.000,00 reais, aplicar os R$ 7.472,66 e sustentar suas despesas essenciais. Pois nos dias de hoje se torna improvável para boa parte da população manter essa renda por boa parte de sua vida, sem considerar imprevistos. O que torna essa estratégia para pessoas com renda acima de R$ 13.000,00 reais, ou seja, utilizando a imagem 01 de representação da parcela da sociedade que ganha próximos a esse valor é de por volta de 13,6%.

Em resumo, essa estratégia não é aplicável a maioria da população.

 


6 VIABILIDADE FINANCEIRA ENTRE FINANCIAMENTO E ALUGUEL DE AUTOMÓVEIS

6.1 Comparação entre financiamento e aluguel de automóveis em função de 5 a 30 anos

Em vista das estratégias não preverem o tempo, considerando somente o prazo equivalente entre as modalidades, devemos estender o prazo em função da continuidade de nossas vidas, não sendo limitada somente nas micros-analises já propostas.

Utilizando-se as cotações realizadas em empresas bancárias, opta-se pela de melhor atratividade. Com um financiamento de 100% do bem a um custo de R$ 33.400,00 em um prazo de 5 anos, obtém-se os seguintes dados:

• Valor do bem: R$ 33.400,00

• Valor de entrada: R$ 0,00

• Prazo: 60 meses

• Parcelas: R$ 921,84

• Custo Total: 55.464,00

• Prejuízo: R$ 21.974,00

Considerando custos de IPVA, licenciamento, DPVAT, seguro e manutenção, formatamos de acordo com os dados da fabricante do bem a seguinte maneira:

Quadro 05: Manutenção preventiva

MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Quilometragem

Custo

10.000 km

R$ 224,00

20.000 km

R$ 444,00

30.000 km

R$ 684,00

40.000 km

R$ 592,00

50.000 km

R$ 424,00

60.000 km

R$ 424,00

70.000 km

R$ 424,00

80.000 km

R$ 424,00

90.000 km

R$ 424,00

100.000 km

R$ 424,00

Total

R$ 4.468,00

Média

R$ 424,00

Fonte: Adaptado de Fiat Mobi - Noticias Automotivas, 2019

De acordo com pesquisas realizadas por veículos de imprensa relacionados ao setor automobilístico, como a Revista Carro, Monitordigital, Autopapo e KKB, o brasileiro roda em média 12,9 mil quilômetros por ano. Com base nisso, se projetou-se para 10 anos, 120,9 mil quilômetros, considerando que o máximo da manutenção preventiva de acordo com a tabela é de 100 mil quilômetros. Para fins de projeção, o custo total dentro de 10 anos pode ser considerado da seguinte maneira:

• Custo total até completar 100.000 km = R$ 4.468,00

• Adicional de 10.000 km = R$ 424,00

• Adicional de 10.000 km = R$ 424,00

• Adicional de 10.000 km = R$ 424,00

• Total no final de 10 anos ou 129.000 km = R$ 5.740,00

É necessário se considerar o valor mais alto da revisão por ser um consumo continuo e não um consumo parcial. Em comparação as modalidades de aluguel de veículos e financiado, os custos de manutenção, impostos e seguro são compostos anualmente conforme apresentado no quadro (06)

Quadro 6: Comparativo de custos

DIFERENCIAÇÃO ENTRE MODALIDADE

ALUGADO

FINANCIADO

IPVA

ISENTO

R$ 1.339,60

LICENCIMENTO

ISENTO

R$ 90,20

DPVAT

ISENTO

R$ 12,00

SEGURO

ISENTO

R$ 1.100,00

MANUTENÇÃO

ISENTO

R$ 5.740,00

TOTAL

 

R$ 8.278,20

Fonte: Acadêmica, 2020

Gera um custo total de R$ 8.278,20 a um custo mensal de R$ 307,18 da modalidade financiada, pois, os valores de IPVA, licenciamento, DPVAT e seguro são custos anuais ou mensais. Já a manutenção é umcustos variável que é condicionado a quantidade de quilômetros rodados, logo se utilizados dentro de 5 anos, o cálculo será: R$ 5.740,00 / (12 meses * 5 anos). Do modo alugado, o contrato proposto é de isenção total de manutenção a um custo fixo mensal de R$ 1.137,00

Se unificar os custos em uma comparação entre as duas modalidades, chega-se ao seguinte formato:

Quadro 7: Aluguel e Financiamento

Aluguel

Financiamento

 

R$ 1.137,00 x (Tempo em meses)

 

(R$ 921,84 x 60) + (307,18 x [Tempo em meses])

Fonte: Acadêmica, 2020

Quando analisado em função de 60 meses ( 5anos), encontra-se o seguinte gráfico apresentado na figura (07)

Figura 07: Comparação entre aluguel e financiamento automotivo

 

Fonte: Acadêmica, 2020

Sendo os custos totais, para aluguel de R$68.220,00 reais contra o financiado de R$ 73.741,40.Uma redução de custo de R$ 5.521,40 reais para quem escolher o aluguel dentro de 60 meses. Essa comparação compactua com as estratégias anteriormente demonstradas.

Adotando o mesmo método para um prazo de 360 meses (30 anos), com uma única ressalva de que, uma pessoa troca de carro a cada de 10 anos,  obtém-se aa curva apresentava no gráfico da figura (08).  

Figura 8: Comparativo entre aluguel, financiamento e aluguel menos o financiamento

Fonte: Acadêmica, 2020

A disparidade das modalidades se torna ainda mais evidente em comparação a longos prazos. Pode-se observar no gráfico (08), que foi traçado uma linha adicional representando a redução de custos entre o aluguel e financiamento já com as despesas incorporadas.

Além disso, tem-se um diferencial entre o aluguel e o financiamento que no final do período do financiamento, para cada novo financiamento vendemos o veículo antigo fazendo com que as taxas de juros sobre o novo financiamento venham a cair em virtude de uma entrada maior.

Neste gráfico não foi calculado a redução da taxa, mas sim um novo financiamento com um desconto nos valores mensais, fazendo que haja um abatimento das parcelas ao longo do tempo na tentativa de projetar o pior cenário. O cálculo desse bem depreciado seria o valor de mercado descontando a depreciação mais o desconto na venda.

Essa porcentagem de acordo com a tabela de depreciação seria de aproximadamente 4% ao ano, considerando a perda média na hora da retirada do veículo da concessionária de aproximadamente de 25% e uma redução adicional de aproximadamente R$ 2.000,00 na hora da venda. Verifica-se esse dado utilizando o seguinte cálculo, conforme apresentado na tabela (03).

Tabela 03: Depreciação

VALORES

DEPRECIAÇÃO (%)

R$   33.400,00

-25%

R$   25.050,00

-4%

R$   24.048,00

-4%

R$   23.086,08

-4%

R$   22.162,64

-4%

R$   21.276,13

-4%

R$   20.425,09

-4%

R$   19.608,08

-4%

R$   18.823,76

-4%

R$   18.070,81

-4%

R$   17.347,98

-4%

R$   16.654,06

-R$     2.000,00

                                             Valor final                                                        

R$ 14.654,06

Fonte: Acadêmica, 2020

Assim, um bem de R$ 33.400,00 reajustado, se torna R$ 14.654,06. No caso, tem-se um gasto total com aluguel de R$ 409.320,00 reais, contra um custo total financiada de R$ 276.571,20. Sendo uma redução de R$ 132.748,80 a favor do financiamento. Projetando o mesmo conjunto para um veículo de valor superior, como de R$ 48.190,00 comparando com o aluguel de R$ 1.330,04 do mesmo, encontra-se o gráficoapresentado na figura (09).

 

 

 

Figura 09: Comparação entre aluguel e financiamento automotivo

Fonte: Acadêmica, 2020

O valor total alugado é de R$ 79.602,40 e o valor total financiado é de R$ 103.197,78. Uma redução de custo a favor do aluguel de R$ 23.595,38.

Figura 10: Comparação entre aluguel e financiamento automotivo

 

Fonte: Acadêmica, 2020

 

A respeito do prazo de 30 anos, tem-se um valor total alugado de R$ 471.614,40 e um valor total financiado de R$ 379.778,76. Uma redução de custo a favor do financiamento de R$ 91.835,64. Realizando-seuma nova projeção com valores ainda maiores, utilizando um bem no valor de R$ 116.990 e um aluguel de R$ 3.810 por mês, encontra-se o gráfico apresentado na figura (11).

Figura 11: Comparação entre aluguel e financiamento automotivo

 

Fonte: Acadêmica, 2020

O valor total alugado dentro de 5 anos é de R$ 228.600,00 e no financiamento é de R$ 236.618,44. Uma diferença baixa entre eles, sendo um dispêndio de R$ 8.018,44.

 

 

 

 

 

 

Figura 12: Comparação entre aluguel e financiamento automotivo

 

Fonte: Própria

Nesse caso, dentro de 30 anos, o valor total alugado é de R$ 1.371.600,00 contra um valor total financiado de R$ 838.504,32. Uma redução de R$ 533.095,68. Realizando-se uma última análise de um bem no valor de R$ 377.900,00 e um aluguel de R$ 4.633,29.

Figura 13: Comparação entre aluguel e financiamento automotivo

 

Fonte: Acadêmica, 2020

Neste caso o valor total alugado é de R$ 277.997,40 contra o valor total financiado de R$ 728.663,40. Gerando uma redução de custo a favor do aluguel em R$ 450.666,00.

Figura 14: Comparação entre aluguel e financiamento automotivo

 

Fonte: Acadêmica, 2020

Nessa análise tem um valor total alugado de R$ 1.667.984,40 contra um valor total financiado de R$ 2.494.393,20. Gerando uma redução de custo em favor do aluguel de R$ 826.408,80.

De acordo com as propostas já verificadas, somente no curto prazo existe viabilidade financeira para o aluguel, porém é preciso visualizar o valor do bem, custos do bem e aluguel. Já no longo prazo, acontece uma redução de custo em casos que o valor do bem não seja muito alto, não sendo viável para as camadas D e E das classes sociais.

O custo de oportunidade na modalidade alugada é imenso, o que impacta diretamente na redução, do método de financiamento, é o valor do bem e os custos variáveis. Além de existir a possibilidade de vender o bem no final do financiamento para abater parcelas do próximo financiamento, que no método alugado se torna impossível.

6.2 Estratégia de mitigação de perda no financiamento automotivo e classe social

Uma forma de conseguir uma compensação juntamente ao financiamento automotivo, é a utilização de cálculos de depreciação para recompor o valor total do bem na forma de fluxo de caixa para aquisição de um novo veículo preferencialmente à vista. “Esse método dentro contabilidade é chamado de balanço patrimonial passivo igual a zero” (Ribeiro, 2013 ,p. 15). Utiliza-se essa referência para aproximar o equilíbrio contábil entre o passivo e o ativo - automóvel e investimento respectivamente.

Um bem no valor de R$ 33.400,00, sendo financiando à um valor mensal de R$ 1.229,02 – munido de custos variáveis – gera um dispêndio total de R$ 73.741,40. Considerando o valor da depreciação, redução do valor na hora da venda, obtemos R$ 14.654,06 do valor do bem, ou seja, uma perda de R$ 18.745,94.

Incorporando-se essa perda ao custo total do veículo, obtém-se um valor de R$ 92.487,34. Pode-seoptar, por exemplo, em projetar esse valor de redução do bem no futuro – considerando um momento zero até o fim do período de financiamento – e dividir em parcelas mensais para aplicar em investimentos flexíveis na intenção de não ter desvalorização, na teoria.

Ou seja, de acordo com o comparativo do gráfico apresentado na figura (07), tem-se um prazo de 60 meses, aplicando a divisão dos R$ 18.745,94, obtém-seR$ 312,44. Dessa forma, qual seria o valor futuro se aplicarmos os R$ 312,44 em um investimento do Tesouro Nacional pós-fixado em um prazo de 60 meses? Essa simulação detalhada é apresentada no quadro (08).

Quadro 08: Tesouro Selic 2025

Data do resgate:


01/03/2025

Valor inicial investido:


         R$ 312,44

Aportes mensais:


312,44 (65 meses)

Soma dos valores investidos (nominal):


R$ 20.621,04

Investimento

Valor bruto de resgate (R$)

Rentabilidade bruta (a.a.)

Custos (R$)

Imposto de renda (R$)

Valor líquido de resgate (R$)

Rentabilidade líquida (a.a.)

Título

24.863,31

6,81 %

157,85

652,51

24.034,90

5,57 %

Poupança

23.500,44

4,75 %

0,00

0,00

 

 

Fonte: Simulador Tesouro Direto, 2019

A simulação considera somente um prazo de 65 meses. Para se corrigir esse valor o cálculo a ser seguido é apresentado no quadro (09).

Quadro 09: Rentabilidade

MESES

VALORES ACUMULADOS

 

MESES

VALORES ACUMULADOS

 

MESES

VALORES ACUMULADOS

1

R$ 312,44

 

13

R$ 4.073,29

 

25

R$ 7.855,59

2

R$ 625,03

 

14

R$ 4.387,66

 

26

R$ 8.171,75

3

R$ 937,76

 

15

R$ 4.702,18

 

27

R$ 8.488,07

4

R$ 1.250,65

 

16

R$ 5.016,85

 

28

R$ 8.804,53

5

R$ 1.563,68

 

17

R$ 5.331,67

 

29

R$ 9.121,14

6

R$ 1.876,86

 

18

R$ 5.646,64

 

30

R$ 9.437,91

7

R$ 2.190,19

 

19

R$ 5.961,75

 

31

R$ 9.754,82

8

R$ 2.503,67

 

20

R$ 6.277,02

 

32

R$ 10.071,89

9

R$ 2.817,30

 

21

R$ 6.592,43

 

33

R$ 10.389,10

10

R$ 3.131,07

 

22

R$ 6.908,00

 

34

R$ 10.706,46

11

R$ 3.445,00

 

23

R$ 7.223,71

 

35

R$ 11.023,98

12

R$ 3.759,07

 

24

R$ 7.539,58

 

36

R$ 11.341,64

 

 

 

 

 

MESES

VALORES ACUMULADOS

 

MESES

VALORES ACUMULADOS

 

RENDIMENTO ANUAL

37

R$ 11.659,46

 

49

R$ 15.485,02

 

5,57%

38

R$ 11.977,43

 

50

R$ 15.804,80

 

RENDIMENTO MENSAL FATOR

39

R$ 12.295,54

 

51

R$ 16.124,73

 

 

40

R$ 12.613,81

 

52

R$ 16.444,82

 

1,000474

41

R$ 12.932,23

 

53

R$ 16.765,05

 

 

42

R$ 13.250,80

 

54

R$ 17.085,44

 

 

43

R$ 13.569,52

 

55

R$ 17.405,98

 

PRAZO

44

R$ 13.888,39

 

56

R$ 17.726,67

 

60 meses

45

R$ 14.207,42

 

57

R$ 18.047,51

 

RENDIMENTO MENSAL %

46

R$ 14.526,59

 

58

R$ 18.368,50

 

0,0474

47

R$ 14.845,92

 

59

R$ 18.689,65

 

 

48

R$ 15.165,39

 

60

R$ 18.698,51

 

 

Fonte: Acadêmica, 2020

A partir da análise do quadro acima, observa-se que um retorno corrido em 60 meses, gera um valor de R$ 18.698,51. Utilizando esse valor em adição ao valor do bem já depreciado tem-se: R$ 14.654,06 + R$ 18.698,51 ∴ R$ 33.352,57. O que acaba por representarum ganho na hora da compra de um novo veículo preferencialmente à vista do mesmo seguimento.

Para fins de análise, tem-se que adequar os custos dessa estratégia e verificar em que classes sociais são aplicáveis. Dessa forma, a tabela (04) apresenta alguns dados para corroborar a visualização do desenvolvimento da estratégia.

Tabela 4: Custos de aplicação da estratégia

DESCRIÇÃO

CUSTOS MENSAIS

Financiamento automotivo com despesas incorporados

R$ 1.229,02

Investimento para recuperação da depreciação

R$ 312,44

TOTAL

R$ 1.541,46

Fonte: Acadêmica, 2020

Para conseguir aplicar essa estratégia, o público alvo deve ter uma renda além de R$ 1.541,46, pois, esses custos não estão incorporados despesas com compras, saúde e lazer, muito menos eventualidades do cotidiano. Para exemplificar, utiliza-se a tabela (05).

Tabela 05: Formatação da renda e custos

FORMATAÇÃO DA RENDA

EM R$

EM %

COMPRAS

R$ 1.166,67

35%

TRANSPORTE/COMBUSTIVEL

R$ 200,00

6%

SAÚDE

R$ 250,00

8%

ALUGUEL IMOBILIÁRIO

R$ -

0%

INVESTIMENTO

R$ 312,44

9%

FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO

R$ -

0%

ALUGUEL CARRO

R$ -

0%

FINANCIAMENTO CARRO

R$ 1.229,02

37%

LAZER

R$ 150,00

5%

TOTAL

R$ 3.308,13

100%

Fonte: Acadêmica, 2020

Logo, pode-se verificar que, de acordo a tabela, para aplicação dessa estratégia o cidadão deve ter uma renda de R$ 3.308,13. A partir dessa renda encontramos as classes sociais A, B, C, D e E, as quais tem os seus saldos de renda apresentados  nas figuras (15, 16, 17, 18 e 19), respectivamente.

Figura 15: Classe A


Fonte: Acadêmica, 2020

 

Figura 16: Classe B


Fonte: Acadêmica, 2020

 

Figura 17: Classe C


Fonte: Acadêmica, 2020

Figura 18: Classe D


Fonte: Acadêmica, 2020

 

Figura 19: Classe E


Fonte: Acadêmica, 2020

 

Com os dados apresentados nas figuras acima, pôde-se verificar que a partir da classe D essa estratégia pode ser aplicada com sucesso de viabilidade. Dessa forma, se faz interessante ter como público alvo os indivíduos que pertencem a uma classe econômica superior.

 

 

 

 

 

7 VIABILIDADE FINANCEIRA ENTRE FINANCIAMENTO E ALUGUEL DE IMOVEIS

7.1 Comparativo entre aluguel imobiliário e financiamento imobiliário

Utilizando os valores de mercado, encontrou-se um bem no valor de R$ 221.000,00 correspondente a um apartamento de 68 metros quadrados, e seu aluguel corresponde a R$ 700,00 por mês. O gráfico presente na figura (20) apresenta uma comparação, primeiramente, em um prazo de 10 anos entre as duas modalidades.

Figura 20: Evolução dos custos imobiliários entre aluguel e financiamento

 

Fonte: Acadêmica, 2020

Para elaboração desse gráfico, utilizou-se um financiamento privado de 100% do imóvel ao método de financiamento Price, a um custo efetivo total de 7,82% no prazo de 120 meses.

Dentro dessa perspectiva, obteve-se um custo acumulado do método alugado de R$ 84.000,00 contra o financiamento de R$ 391.076,40. Uma redução de custo a favor do aluguel em R$ 307.076,40. O gráfico presente na figura (21), apresenta os mesmos indicadores para um prazo maior, como de 30 anos.

 

Figura 21: Evolução dos custos imobiliários entre aluguel e financiamento

 

Fonte: Acadêmica, 2020

Para elaboração desse gráfico, utilizou-se um financiamento privado de 100% do imóvel ao método de financiamento Price, a um custo efetivo total de 7,82% no prazo de 360 meses.

Dentro dessa perspectiva, teve-se um custo acumulado do método alugado de R$ 252.000,00 contra o financiamento de R$ 430.800,00. Uma redução de custo a favor do aluguel em R$ 178.800,00.

Em ambos os casos não se tem nenhum benefício por parte do financiamento para aquisição do imóvel, somente benefícios para o aluguel. Realizando um novo comparativo utilizando financiamento de uma instituição financeira pública, tem-se os dados apresentados no gráfico da figura (22).

 

 

 

 

 

Figura 22: Evolução dos custos imobiliários entre aluguel e financiamento

 

Fonte: Acadêmica, 2020

Em vista do financiamento utilizado, tem-se os seguintes dados:

• Valor do imóvel: R$ 221.000,00

• Valor de entrada: R$ 169.384,52 (77% do valor do imóvel)

• Prazo: 360 meses

• Valor financiado: R$ 51.615,48

• Prestações de: R$ 143,14 a R$ 537,38

• Método de financiamento: SAC

• Valor total: R$ 321.034,04

Em comparações entre as duas modalidades, tem-se um aluguel total de R$ 252.000,00 contra o financiamento de R$ 321.034,04, uma redução de custo a favor do aluguel em R$ 69.034,04. Dentro das duas perspectivas de financiamento temos um ponto a favor do aluguel.

Como últimas demonstrações, utilizar-se-á o último cenário com uma alteração no prazo, dessa forma o gráfico presente na figura (23), demonstra esses dados.

 

 

Figura 23: Evolução dos custos imobiliários entre aluguel e financiamento

 

Fonte: Acadêmica, 2020

Dentro dessa perspectiva o imóvel é quitado no mês 360 ou 30 anos nas modalidades de financiamento privado e público, sendo considerado após esse período, somente os custos de IPTU.

Para esse cenário se tem um prazo de 50 anos. Pode-se identificar que a curva de financiamento com entrada feita por uma instituição financeira pública, apresenta um melhor custo benefício. Sua desvantagem é justamente o valor de entrada. Sendo necessário um valor previamente acumulado antes de iniciar o financiamento.

Em vista do financiamento 100% por uma instituição privada, torna-se o pior caso possível dentro de 30 anos, após esse período, tem-se uma redução dos custos, que ao longo do tempo pode ter alguma viabilidade em comparação ao aluguel.

No caso do aluguel, torna-se uma alternativa viável para quem não quer utilizar o financiamento público, e utilizar outras estratégias para acumulação de capital, porém, como já visto anteriormente, trocar custos variáveis por custo fixo, torna-se totalmente dispensável se for analisada no longo prazo. Apresenta uma melhor viabilidade no curto prazo e uma melhor previsibilidade quanto a sua gestão de despesas.

Tendo em vista, projetando um último caso, sendo o valor do imóvel financiado de R$ 442.000,00 e um aluguel de R$ 1.500,00, chega-se ao gráfico presente na figura (24).

Figura 24: Evolução dos custos imobiliários entre aluguel e financiamento

 

Fonte: Acadêmica, 2020

A viabilidade financeira entre o imóvel financiado e alugado se torna mais evidente quando o valor do bem e do próprio aluguel são maiores gerando somente redução de custo na modalidade aluguel até o mês 413 ou dentro de 34 anos e 4 meses aproximadamente.

 

7.2 Estratégia de mitigação de perdas no financiamento e aluguel imobiliário e classe social

Levantando uma hipótese, por enquanto, que o cliente que optar tanto pelo aluguel ou pelo financiamento que tenha uma renda acima do necessário, resultando em um saldo para aplicações em investimentos de baixo risco. Utilizando-se do método de recuperação de capital (payback), pode-se demonstrar em gráficos suas viabilidades. Paybackconsiste na interseção da linha de custo e de retorno. Encontrando esse ponto pode verificar o tempo de recuperação de capital (Moraes, 2016)

Então, utilizando-se a mesma referência do Tesouro Direto apresentada no quadro (10) e das informações em texto, pode-se realizar um levantamento com aportes mensais de R$ 500,00 reais, dentro de 50 anos, o qual é apresentado no gráfico da figura (25).

Quadro 10: Tesouro IPCA+ 2045

Data do resgate:


15/05/2045

Valor inicial investido:


R$ 500,00

Aportes mensais:


500,00 (308)

Soma dos valores investidos

(nominal):


R$ 154.500,00

Investimento

Valor bruto de resgate (R$)

Rentabilidade bruta (a.a.)

Custos (R$)

Valor do imposto de renda (R$)

Valor líquido de resgate (R$)

Rentabilidade líquida (a.a.)

Título

435.105,11

7,31 %

9.678,07

42.116,55

375.796,55

6,34 %

Poupança

301.955,30

4,88 %

0,00

0,00

301.955,30

4,88 %

Fonte: Simulado Tesouro Direto, 2019

Ao se verificar no simulador do Tesouro Direto, chega-se um limite de 308 meses, para o fim, porém, precisa-se de 600 meses. Utilizando esses parâmetros, usa-se a rentabilidade liquida anual em meses, aumentamos o prazo para 600 meses, sendo assim: (6,34%)/100+1 ∴ 1,0634.  Transformando em meses:  1,0634^ (1/12) ∴ 1,005157.

Sendo o fator mensal de 1,005157, projeta-se ao longo de 600 meses com o investimento inicial de R$ 500,00 e aportes o mesmo valor. Chega-se ao montante de R$ 2.026.117,03.

Figura 25: Comparativo investimento, aluguel e financiamento

 

Fonte: Acadêmica, 2020

Neste comparativo, considera-se no financiamento e aluguel um adicional mensal de R$ 500,00 por se tratar de um dispêndio alongo do tempo para compor o investimento, logo esse valor não poderá ser contabilizado como desconto nas outras modalidades.

Verifica-se que, a aplicação dessa estratégia é muito positiva, levando em consideração que no momento 227 ou prazo de 18 anos e 9 meses aproximadamente, gera um acumulo de capital de R$ 214.703,60; nesses parâmetros, consegue-se comprar o mesmo imóvel à vista, e reduzir qualquer tipo de custos tanto no curto e longo prazo contra as duas modalidades.

Porém, é importante verificar qual das classes sociais conseguem comportar essa estratégia, com isso, sugere-se retomar as figuras (15, 16, 17, 18 e 19) para compreender a composição da renda nas classes sociais.

Na modalidade financiamento, por se tratar de parcelas a taxas decrescente, faz-se a média dos valores, logo tem-se os dados apresentados nas figuras (26, 27, 28, 29 e 30).

Figura 26: Classe E


Fonte: Acadêmica, 2020

 

 

 

 

 

 

Figura 27: Classe D


Fonte: Acadêmica, 2020

 

Figura 28: Classe C


Fonte: Acadêmica, 2020

 

Figura 29: Classe B


Fonte: Acadêmica, 2020

 

Figura 30: Classe A


Fonte: Acadêmica, 2020

Pode-se verificar que, em ambos os casos, somente é viável aplicar a estratégia a partir da mediana da classe D, ou seja, uma renda superior a R$ 2.966,67 para alugado e R$ 2.607,62.


8 ESTRATEGIA DE MITIGAÇÃO E PERDA EM CONJUNTO

Quando questionado como ficaria se utilizasse as duas mitigações, do segmento imobiliário e do segmento automotivo, juntas de forma mensal. Ou seja, formatando em termos simples: Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento? Para responder essa questão, é necessário analisar os dados representes nas tabelas (06, 07, 08, 09, 10 e 11).

Tabela 06: Formatação da renda

FORMATAÇÃO DA RENDA

EM R$

EM %

Compras

R$ 1.166,67

30%

Transporte/combustível

R$ 200,00

5%

Saúde

R$ 250,00

7%

Aluguel imobiliário

R$ -

0%

Investimento

R$ 812,44

21%

Financiamento imobiliário

R$ 340,95

9%

Aluguel carro

R$ -

0%

Financiamento carro

R$ 921,84

24%

Lazer

R$ 150,00

4%

TOTAL

R$ 3.841,90

100%

Fonte: Acadêmica, 2020

Total mensal de R$ 3.841,90; ou seja, a partir da classe C. Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento, conforme os dados apresentados a seguir.

Tabela 7: Formatação da renda

FORMATAÇÃO DA RENDA

EM R$

EM %

Compras

R$ 1.166,67

29%

Transporte/combustível

R$ 200,00

5%

Saúde

R$ 250,00

6%

Aluguel imobiliário

R$ -

0%

Investimento

R$ 812,44

20%

Financiamento imobiliário

R$ 340,95

8%

Aluguel carro

R$ 1.137,00

28%

Financiamento carro

R$ -

0%

Lazer

R$ 150,00

4%

TOTAL

R$ 4.057,06

100%

Fonte: Acadêmica, 2020

Total mensal de R$ 4.057,06; ou seja, início da classe C não consegue suportar. Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento, conforme os dados apresentados a seguir.

Tabela 8: Formatação da renda

FORMATAÇÃO DA RENDA

EM R$

EM %

Compras

R$ 1.166,67

28%

Transporte/combustível

R$ 200,00

5%

Saúde

R$ 250,00

6%

Aluguel imobiliário

R$ 700,00

17%

Investimento

R$ 812,44

19%

Financiamento imobiliário

R$ -

0%

Aluguel carro

R$ -

0%

Financiamento carro

R$ 921,84

22%

Lazer

R$ 150,00

4%

TOTAL

R$ 4.200,95

100%

Fonte: Acadêmica, 2020

Total mensal de R$ 4.200,95; ou seja, início da classe C não consegue suportar. Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento, conforme os dados apresentados a seguir.

Tabela 9: Formatação da renda

FORMATAÇÃO DA RENDA

EM R$

EM %

Compras

R$ 1.166,67

26%

Transporte/combustível

R$ 200,00

5%

Saúde

R$ 250,00

6%

Aluguel imobiliário

R$ 700,00

16%

Investimento

R$ 812,44

18%

Financiamento imobiliário

R$ -

0%

Aluguel carro

R$ 1.153,00

26%

Financiamento carro

R$ -

0%

Lazer

R$ 150,00

3%

TOTAL

R$ 4.432,11

100%

Fonte: Acadêmica, 2020

Total mensal de R$ 4.432,11; ou seja, início da classe C não consegue suportar. Em vista disso, pode-se verificar que todas as classes abaixo da classe C, terá grandes dificuldades em aplicar a estratégia proposta. Mesmo que os valores dos custos essências sejam reduzidos a ponto de atender somente as necessidades básicas, mesmo assim, não seria possível fazer com que essas estratégias fossem aplicadas a todas as classes sociais.

 

 


9 ESTRATÉGIA DE MITIGAÇÃO E APOSENTADORIA

O fenômeno da longevidade está acontecendo paralelamente ao recuo da taxa de natalidade, e essa transição ocasiona a inversão da pirâmide etária no Brasil. De fato, as modificações ocorridas na estrutura etária brasileira, nas últimas décadas, causaram oestreitamento da base da sua pirâmide, configurando uma população com uma menor proporção de jovens em relação à população total e, consequentemente uma maior proporção de adultos e idosos. De acordo com o IBGE (2017), as perspectivas são de que essa inversão seja cada vez maior, chegando em 2050 com o topo da pirâmide - de idosos - alcançando perto de 30% da população.

Dessa forma, faz importante se colocar na presente análise o poder de investimento dos diferentes cidadãos da melhor idade brasileira. Além da renda conquistada ao longo do ano pode-se considerar também a previdência.

Figura 31: Benefícios concedidos 2019


Fonte: Previdência, 2019

Levando em consideração a quantidade benefícios concedidos no ano de 2019 por piso previdenciário, pode-se realizar comparativos quanto as estratégias propostas comportam dentro das classificações previdenciárias. Sendo o piso previdenciário de R$ 998,00.

Quadro 11: 1 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.841,90

R$ 998,00

-R$  2.843,90

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.057,06

R$ 998,00

-R$  3.059,06

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 4.200,95

R$ 998,00

-R$  3.202,95

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$ 998,00

-R$  3.434,11

Fonte: Acadêmica, 2020

 

Quadro 12: 1 a 2 pisos previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.841,90

R$ 998,00

R$ 1.996,00

-R$ 2.843,90

-R$ 1.845,90

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.057,06

R$ 998,00

R$ 1.996,00

-R$ 3.059,06

-R$ 2.061,06

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 4.200,95

R$ 998,00

R$ 1.996,00

-R$ 3.202,95

-R$ 2.204,95

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$ 998,00

R$ 1.996,00

-R$ 3.434,11

-R$ 2.436,11

Fonte: Acadêmica, 2020

Quadro 13: 2 a 3 pisos previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.841,90

R$1.996,00

R$2.994,00

-R$1.845,90

-R$ 847,90

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.057,06

R$1.996,00

R$2.994,00

-R$2.061,06

-R$1.063,06

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 4.200,95

R$1.996,00

R$2.994,00

-R$2.204,95

-R$1.206,95

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$1.996,00

R$2.994,00

-R$2.436,11

-R$1.438,11

Fonte: Acadêmica, 2020

Quadro 14: 3 a 4 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.841,90

R$2.994,00

R$3.992,00

-R$847,90

R$150,10

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.057,06

R$2.994,00

R$3.992,00

-R$1.063,06

-R$65,06

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 4.200,95

R$2.994,00

R$3.992,00

-R$1.206,95

-R$208,95

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$2.994,00

R$3.992,00

-R$1.438,11

-R$440,11

Fonte: Acadêmica, 2020

Quadro 15: 4 a 5 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$3.841,90

R$3.992,00

R$4.990,00

R$150,10

R$1.148,10

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$4.057,06

R$3.992,00

R$4.990,00

-R$ 65,06

R$ 932,94

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$4.200,95

R$3.992,00

R$4.990,00

-R$ 208,95

R$ 789,05

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$4.432,11

R$3.992,00

R$4.990,00

-R$ 440,11

R$ 557,89

Fonte: Acadêmica, 2020

 

Quadro 16: 5 a 6 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.841,90

R$4.990,00

R$5.988,00

R$1.148,10

R$2.146,10

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.057,06

R$4.990,00

R$5.988,00

R$932,94

R$.930,94

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 4.200,95

R$4.990,00

R$5.988,00

R$789,05

R$1.787,05

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$4.990,00

R$5.988,00

R$557,89

R$1.555,89

Fonte: Acadêmica, 2020

Em vista disso, consegue-se identificar quais dessas estratégias não são aplicáveis na aposentadoria de acordo com sua faixa previdenciária. Começa-se a ser aplicável a partir da faixa 4 a 5 de piso previdenciário, ou dentro da classe social C.

Para complementar a análise, optou-se por fazer o mesmo levantamento, porém, considerando que todos os financiamentos estão quitados. Os quais podem ser observados nas tabelas a seguir.

Quadro 17: 1 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 2.579,11

R$ 998,00

-R$  1.581,11

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 3.716,11

R$ 998,00

-R$  2.718,11

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.279,11

R$ 998,00

-R$  2.281,11

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$ 998,00

-R$  3.434,11

Fonte: Acadêmica, 2020

 

Quadro 18: 1 a 2 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 2.579,11

R$ 998,00

R$1.996,00

-R$1.581,11

-R$583,11

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 3.716,11

R$ 998,00

R$1.996,00

-R$2.718,11

-R$1.720,11

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.279,11

R$ 998,00

R$1.996,00

-R$2.281,11

-R$1.283,11

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$ 998,00

R$1.996,00

-R$3.434,11

-R$2.436,11

Fonte: Acadêmica, 2020

 

Quadro 19: 2 a 3 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$2.579,11

R$1.996,00

R$2.994,00

-R$583,11

R$414,89

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$3.716,11

R$1.996,00

R$2.994,00

-R$1.720,11

-R$722,11

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$3.279,11

R$1.996,00

R$2.994,00

-R$1.283,11

-R$285,11

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$4.432,11

R$1.996,00

R$2.994,00

-R$2.436,11

-R$1.438,11

Fonte: Acadêmica, 2020

 

Quadro 20: 3 a 4 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 2.579,11

R$2.994,00

R$3.992,00

R$414,89

R$1.412,89

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 3.716,11

R$2.994,00

R$3.992,00

-R$722,11

R$275,89

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.279,11

R$2.994,00

R$3.992,00

-R$285,11

R$712,89

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$2.994,00

R$3.992,00

-R$1.438,11

-R$440,11

Fonte: Acadêmica, 2020

 

Quadro 21: 4 a 5 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 2.579,11

R$3.992,00

R$4.990,00

R$1.412,89

R$2.410,89

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 3.716,11

R$3.992,00

R$4.990,00

R$275,89

R$1.273,89

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.279,11

R$3.992,00

R$4.990,00

R$712,89

R$1.710,89

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$3.992,00

R$4.990,00

-R$440,11

R557,89

Fonte: Acadêmica, 2020

 

Quadro 22: 5 a 6 piso previdenciário

DESCRIÇÃO

CUSTOS

RENDA PREVI

SALDO

Financiamento imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 2.579,11

R$4.990,00

R$5.988,00

R$2.410,89

R$3.408,89

Financiamento imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 3.716,11

R$4.990,00

R$5.988,00

R$1.273,89

R$2.271,89

Aluguel imobiliário e financiamento automotivo ambos com investimento

R$ 3.279,11

R$4.990,00

R$5.988,00

R$1.710,89

R$2.708,89

Aluguel imobiliário e aluguel automotivo ambos com investimento

R$ 4.432,11

R$4.990,00

R$5.988,00

R$ 557,89

R$1.555,89

Fonte: Acadêmica, 2020

 

Utilizando as tabelas como referências vemos que para aplicarmos essa estratégia na aposentadoria conseguimos somente, a partir, da faixa previdenciária 3 a 4, ou início da classe social C.


10 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em todo o desenvolvimento tecnólogo e humano observamos novos meios de realizar uma determinada tarefa ou de conquistar um determinado resultado, objetivando também, a menor solicitação de recursos e esforços.

Esse desenvolvimento, apresenta algumas ressalvas contra as propostas elaboradas por terceiros e sendo vendidas como uma formula de sucesso sem nenhuma margem de erro. A principal ressalva já demonstrada no desenvolvimento do trabalho é não utilizarmos as estratégias em função do tempo, considerando somente em tempo fechado, dessa maneira não conseguimos extrair o máximo de viabilidade de ambos os lados – financiado e alugado.

Na sequência, utilizar bens cujo valor alto, faz com que viabilize ainda mais a perspectiva que queria ser vendida, que é a utilização do aluguel para reduzir o custo em comparação com o financiamento, em sequência utilizar o saldo disponível para investir em aplicações. No entanto demonstramos que as condições necessárias para atender esse objetivo, acaba sendo de camadas sociais muito a cima da média brasileira. Além disso não foram adicionadas as análises inúmeras variáveis como, desemprego, eventualidades, qualificação profissional e relacionamento ou filhos que ocasiona em aumento de despesas. Esses dados foram imputados na tentativa de oferecer o básico da necessidade humana de acordo com a pirâmide de Maslow, sendo que dentro dessa perspectiva um ser humano poderá enfrentar inúmeros desafios e instabilidades tanto financeiros quanto emocionais que podem acabar deixando de aplicar as estratégias. Além do que não foi trabalhado com axiomas preferências de consumo, que podem tanto melhor ou piorar os dados do gráfico de acordo com a preferência entre custo x benefício ou somente qualidade, por exemplo, nas decisões de cada ser humano.

É valido para outras argumentações como, um cidadão que queria utilizar o método alugado pois sua vida profissional faz com que se torne um nômade, não valendo assim, qualquer forma de aquisição de patrimônio, beneficiando-se em sua maior parcela, a estratégia de investimentos.

 

Ou para situações extremas onde ocorra desastres naturais em uma determinada população de baixa renda ou até mesmo, um infortúnio de perda de patrimônio ao fim da expectativa de vida de uma pessoa por conta de uma eventualidade processual e afins.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

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RIBEIRO, Paulo. Benefícios e malefícios da internet. Disponível em: http://efaa1.weebly.com/internet---benefiacutecios-e-maleficios.html Acesso em: 11 de setembro de 2019

SEBRAE. Portal Sebrae. Disponível em:< https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae >. Acesso em: 14. nov. 2020.

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