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E se o câmbio em R$ fosse vantagem para os argentinos?


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Como já sabido não é de hoje que os argentinos trocam o seu dinheiro por dólar para não sofrer tanto com a desvalorização de sua própria moeda. Há relatos de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.

Nesse cenário, discute-se a viabilidade dos argentinos, através de um acordo público privado, adquirirem o real, moeda do Brasil, como uma alternativa a médio prazo mais estável do que o peso, que tem inflações exorbitantes; a condições de câmbio mais competitivas. Assim, os argentinos comprariam o real.

A hipótese de que os argentinos poderiam adotar o real como uma alternativa de proteção contra a desvalorização do peso parte de uma leitura prática da economia regional. A busca pelo dólar, já cultural e histórica na Argentina, reflete a desconfiança de sua população em relação à moeda local e às políticas monetárias instáveis. Se o real se tornasse uma alternativa, sobretudo mediante um acordo público-privado, seria necessário pensar em como estruturar as condições de câmbio de forma competitiva, tornando a moeda brasileira atraente e menos onerosa do que o dólar.


Do ponto de vista brasileiro, haveria oportunidades interessantes. O real se valorizaria como moeda de referência no Cone Sul, ampliando sua força regional e reduzindo a dependência de moedas externas, como o dólar. Isso abriria portas para maior integração econômica, potencializando relações comerciais bilaterais e dando ao Brasil mais protagonismo geopolítico. Além disso, a entrada massiva de capital argentino poderia gerar liquidez para o sistema financeiro nacional, estimulando investimentos e consumo.


Por outro lado, os riscos são evidentes. A instabilidade da economia argentina poderia se transferir parcialmente ao Brasil, caso houvesse movimentos bruscos de câmbio ou fuga repentina de capitais. Isso exigiria do governo brasileiro medidas regulatórias rígidas para blindar o sistema contra especulação e fraudes. Outro desafio seria evitar que essa política beneficiasse apenas setores de elite argentina, deixando de lado a população vulnerável que, na prática, mais sofre com a inflação.


Nesse cenário, seria necessário desenhar mecanismos transparentes que permitissem aos argentinos adquirir reais em condições de câmbio reguladas, talvez por meio de bancos centrais, fintechs ou sistemas digitais com supervisão bilateral. O papel do Estado seria garantir que a operação não se tornasse apenas mais uma forma de especulação, mas sim uma alternativa real de estabilidade.


Em médio prazo, se viável, a medida poderia marcar um passo inicial para a criação de um bloco econômico mais forte no Mercosul, com o real se projetando como moeda de referência regional. No entanto, para que funcione, é fundamental alinhar interesses políticos, criar salvaguardas monetárias e pensar em como transformar essa relação em benefícios sociais concretos para argentinos e brasileiros.

 
 
 

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